17 DE AGOSTO DE 2019

Molecagem imperdoável!


O Berro do Bode Zé
28 de junho de 2019


Em nível individual, há o consenso em torno do princípio de que ninguém está obrigado a prometer, mas se promete, está obrigado a cumprir. É uma questão de educação, de lealdade, até de honestidade para consigo próprio, a despeito de quaisquer dificuldades, que uma pessoa cumpra seus compromissos junto a outrem. Deixem-se fora disso os compromissos de negócios, regidos por leis, decretos, regulamentos e outros mandamentos oficiais, amparados pela Justiça. Fala-se aqui tão somente da relação indivíduo a indivíduo, em seus tratos do dia-a-dia, que merecem consideração, de par a par, como se negócios fossem; é o que determina o conceito de civilidade. Transpondo-se para o plano coletivo, tratos e promessas desaparecem mas existem os costumes adquiridos, mantidos ano após ano, convertendo-se em tradição e, por isso, usados como chamariz na chamada aos visitantes, que podem contribuir para o desenvolvimento da economia local. É o que Ouro Preto fez, e muito bem, a partir de 1963, quando resgatou do período colonial a tradição dos tapetes de flores, nas festas religiosas. O que se fez, em 1963, em homenagem especial à Padroeira do Pilar, passou a se repetir, ano após ano, nas procissões da Ressureição (Páscoa) e de Corpus Christi, ocasiões em que o povo local e centenas de turistas se maravilhavam com a manifestação artística em apoio à fé. Nas festividades de Corpus Christi deste ano, por meio de um grupo, que se revela contra Ouro Preto e contra o povo ouro-pretano, quebrou-se de forma desrespeitosa a bela tradição, quando o trabalho foi abandonado incompleto, ou mal feito, sem falar em manifestação de cunho político, totalmente à revelia do sentimento de fé do povo, que teve início nas últimas procissões do gênero, em anos anteriores. Para completar o desserviço e insulto a todos que compareceram ao dito evento religioso, restos de material (serragem de madeira) não empregado foram largados no meio da rua ou amontoados nos passeios, causando transtornos aos participantes da procissão. Independentemente de quaisquer motivos, que possam ter acalentado os (i)responsáveis, o comportamento foi lamentável, injustificável e revoltante. O comportamento deseducado, desrespeitoso, desleal e indigno de cidadãos de qualquer cor partidária, causou estranheza a visitantes e constrangimento aos ouro-pretanos conscientes de suas responsabilidades como anfitriões. Foi uma molecagem imperdoável! Saudades da voz do Pilar que, há dez anos, se calou!

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