21 DE JULHO DE 2019

Moradores do distrito de Passagem de Mariana reclamam de barulho nas imediações de bomba d’água


Mariana
28 de junho de 2019
Fotos de Michelle Borges

Por Michelle Borges

Há mais de dois anos, vizinhos da casa da bomba d’água no distrito de Passagem de Mariana, lutam contra o barulho que o artefato causa. Alguns paliativos já foram realizados pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Mariana, mas o problema ainda persiste. Um grupo de moradores procurou a reportagem do jornal O Liberal para relatar a situação e as medidas que já foram solicitadas à autarquia. Procurado, nenhum parecer oficial foi enviado à redação pelo SAAE até o fechamento desta edição.

Moradores do distrito de Passagem de Mariana vêm desde 2017 solicitando medidas do SAAE para resolver o problema do barulho da bomba, que tem causado muito incômodo. Segundo eles, na rua, moram idosos, portadores de necessidades especiais e principalmente crianças. Eles ainda relatam que já chegaram a medir os ruídos da bomba na rua e nas casas mais próximas, o que desobedece a norma da NBR 10.151. “A norma permite até 50 decibéis, mas na rua chega a 81 e em algumas casas a 59. Outra norma descumprida são a segurança, a ISO 9001 com as medidas paliativas. O isolamento acústico foi uma tentativa feita a pouco tempo com o portão vazado e essas paredes com buracos para saída de canos. É visível o serviço mal feito que foi realizado e que consequentemente não resolveu nada”, demostra um dos moradores.

Ainda segundo relatos, os problemas se intensificaram após alteração do horário de funcionamento do equipamento para solucionar a falta de abastecimento em um bairro vizinho. “Com o novo horário, de 8h às 19h, os problemas só aumentaram. Quando a bomba está ligada é possível ver, há aproximadamente 100m de onde ela fica, a água vazando em um terreno baldio. Quando ela está desligada, esse fato não acontece. Sem contar que, frequentemente, não só a bomba passa por manutenção, devido a sobrecarga de funcionamento, mas também os encanamentos. É possível ver aqui na rua, esses dias mesmo teve manutenção e nem o entulho eles retiraram, nem da rua, nem do portão que colocaram”, reforça outra moradora.

Ainda segundo os moradores, a bomba não teria muita funcionalidade, já que não abastece a parte alta do bairro, e o abastecimento das casas próximas poderia ser feito por gravidade. Eles ainda mostraram ofícios que foram entregues à Prefeitura de Mariana e ao SAAE, mas nenhuma solução definitiva foi apresentada. “Essa luta já vem desde outras gestões. Dizem que vão retirar a casa de bomba daqui, mas somente depois que construírem uma Estação de Tratamento de Água (ETA) no distrito. Mas quando será isso? Quanto tempo mais teremos que esperar?”, questiona a moradora.

A reportagem procurou a autarquia na semana passada (19) e questionou sobre todos os problemas apontados pelos moradores, mas até o fechamento desta edição nenhum parecer foi encaminhado.

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