21 DE JULHO DE 2019

Itabirito: após novas convenções e remarcação, eleições se aproximam


Itabirito
05 de julho de 2019
Candidatos de Itabirito reconfirmam candidaturas à prefeito em convenções. Convenção na Boa Viagem aclama Orlando Caldeira como representante

            As eleições suplementares para prefeito de Itabirito, após cassação da chapa eleita em 2016, parecem, enfim, caminhar para uma resolução

Inicialmente marcado para o dia 7 de julho, o pleito foi adiado para setembro, após parecer da defesa civil da cidade, que alegou risco para os cidadãos diante da situação das barragens Forquilha I e III, da Vale, que estão no mais alto nível de alerta de segurança. Pedido inicialmente acatado pela justiça, os candidatos que se opõem ao atual governo, incluindo um grupo dissidente, criticaram a decisão e a classificaram como, no mínimo, uma manobra protelatória, já que a cidade se encontraria em uma zona temporal distante o bastante das barragens, em caso de rompimento.

A contra-medida deu resultado, já que a Justiça optou por marcar data mais próxima, dessa vez para agosto, ante a impossibilidade de manter a data originalmente estipulada (7 de julho). Com isso, os candidatos realizaram novas convenções nos últimos dias e, espera-se, o novo prefeito será conhecido em 4 de agosto desse ano.

As convenções foram iniciadas na quinta-feira, 27, com a confirmação dos nomes de Matheus Baldi (PEN) para prefeito e Gabriel Dias para vice. “É hora de ouvir as pessoas, cuidar das pessoas. Precisamos acabar com a politicagem, gerar empregos, apostar em inovação e fazer de Itabirito uma cidade com excelentes perspectivas”, declara Baldi.

No sábado, 29, o segundo colocado nas eleições de 2016 e líder da oposição, Orlando Caldeira (PPS) foi recepcionado por correligionários e comunidade no salão paroquial da Boa Viagem. Seu vice é o médico Elio da Mata. Para Orlando, “Itabirito precisa de gente correta dentro da prefeitura. Além disso, vou governar para todos, respeitando até mesmo os adversários políticos, pois essa é a função de um verdadeiro governante”.

Dia 30, o vereador e candidato Max Fortes (PSB) no leme de grupo dissidente da atual administração, afirma lutar por uma administração livre de “projetos de poder. Vamos priorizar a geração de emprego, renda e vamos cuidar da nossa gente”. Seu vice é o também vereador Tila do Social.

O atual prefeito interino, Arnaldo dos Santos (MDB) também realizou nova convenção, segunda, dia 1º, dessa vez de menor porte, reconfirmando sua disposição. “Inimigos estão se unindo para tentar destruir a nossa candidatura” afirmou em discurso. Seu vice é o atual presidente da Câmara, Rodrigo do Porco.

O PCdoB, que havia lançado candidatura originalmente, preferiu se abster de reconfirmar a candidatura, citando as dificuldades impostas pelo custo e tempo diante das remarcações de datas. “O processo eleitoral desorganizado, confuso é incerto alinhado a um conjunto de fatores que resultaram na marcação de três datas diferentes para o pleito comprometeram o planejamento e as agendas do Partido”, declarou o partido, em nota.

Dissidência

Um dos elementos mais surpreendentes da atual eleição é que os candidatos Arnaldo dos Santos e Max Fortes, até pouco tempo do mesmo grupo político, se encontram em franca disputa pela vaga de prefeito. Arnaldo conta com apoio do ex-prefeito Alex Salvador, e por sua vez, Max conta com o apoio do também ex-prefeito, Waldir Salvador. Alex e Waldir são, como já bem sabido, irmãos, e pouco foi revelado, oficialmente, sobre as razões da dissidência.

Sobre a eleição suplementar

As novas eleições ocorrerão em razão da chapa de Alexsander Silva Salvador de Oliveira, como prefeito, e Wolney Oliveira, como vice, eleita em 2016, ter sido cassada pelo TRE por abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos financeiros na campanha eleitoral. O prefeito, então candidato à reeleição, teria recebido doação de pessoas jurídicas que prestam serviço de transporte no município. Para tanto, as doadoras teriam usado de seus funcionários, sócios e parentes de sócios para doações. A legislação eleitoral proíbe a doação de empresas para campanhas.

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