20 DE OUTUBRO DE 2019

A prioridade do Turismo e Cultura


Carta aos Tempos
02 de agosto de 2019


Mauro Werkema

Turismo e cultura, atividades complementares de uma única cadeia econômica, em expansão no mundo contemporâneo, são vistos como capazes de transformar, em tempo curto e com baixo investimento, comunidades e regiões com vocações e potencialidades para os dois segmentos. Minas Gerais, pela singularidade de sua formação histórica tricentenária, por sua diversidade cultural e geográfica e riqueza de seu solo mineral, entre outros fatores humanos e antropológicos, é reconhecidamente, nacional e internacionalmente, por vários diagnósticos e estudos, como tendo excepcional vocação para a exploração do turismo, visto como resposta socioeconômica integrada e moderna à cultura. O que falta é ação objetiva e eficaz no planejamento e na promoção turística capaz de mostrar a exemplaridade de nossos recursos e explorar a imensa cadeia econômica da atividade, aumentando o fluxo de visitantes.

Minas Gerais completará 300 anos no dia 12 de setembro de 2020. Como capitania autônoma surge em 1720 na organização administrativa do Brasil-Colônia, por indicação do então governador, Conde de Assumar, como reposta às sublevações pela cobrança do imposto do quinto do ouro, em meio a conflitos que vitimaram Felipe dos Santos, primeiro mártir das lutas nativistas de Minas. A data precisa ser aproveitada, com debates, reflexões e festas mas, e estrategicamente, para ativar um novo programa turístico e cultural, a altura das vocações do Estado. E que podem contribuir decisivamente para a recuperação econômica de Minas Gerais. É o que procura demonstrar o planejamento apresentado pela Secretaria de Estado da Cultura e Turismo em reunião na ACMinas e os debates que se realizam nos dois setores, que mostram aspirações e demandas por novos tempos e práticas para os dois setores.

Minas precisa avançar na Economia Criativa, em que Turismo e Cultura preponderam e que são atividades limpas, educativas e forte geradoras de trabalho e renda. Precisa superar a economia do Século Dezenove, exportadora de produtos primários. E impedir a mineração predatória. E avançar em segmentos renovados pela vida contemporânea, do mundo globalizado, interconectado, com demandas ampliadas de educação, conhecimento, inovação, lazer, entretenimento, qualidade de vida. E com maior atenção à Responsabilidade Social.

O “mosaico” cultural mineiro, as “muitas Minas” de Rosa, a exemplaridade e a ampla oferta  de atrativos e destinos e serviços receptivos, a centralidade territorial e a acessibilidade, a conformação de identidades regionais próprias de uma herança cultural distinta, geradora de saberes e fazeres únicos, a hospitalidade, explicam as conquistas recentes da gastronomia mineira em concursos internacionais, para o queijo, a cerveja, a cachaça, o azeite, o café. Mas Minas é muito mais e precisa explorar suas riquezas compatíveis com a moderna “sociedade dos sonhos”, conceito moderno para o Turismo e a Cultura vivenciados conjuntamente nos nossos dias nas sociedades mais avançadas do mundo. É hora de explorarmos nossa excepcional vocação.

*Jornalista (mwerkema@uol.com.br)

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