17 DE AGOSTO DE 2019

Meios de informação e avaliação do Governo Federal


Carta aos Tempos
09 de agosto de 2019


*Adriano Cerqueira

As redes sociais estão se transformando em um dos principais meios de comunicação para o governante, é o que se conclui da pesquisa realizada por GIGA Instituto de Pesquisa, em Belo Horizonte, nos dias 13 e 14 de abril de 2019. Na pesquisa se investigou a avaliação do governo Bolsonaro que tem 37% de aprovação, 47% de desaprovação e 9% de nem aprova, nem desaprova. Como a margem de erro é de cinco pontos percentuais, os índices de aprovação e desaprovação estão em empate técnico. O relatório da pesquisa pode ser visto em: https://adrianocerqueira.com/2019/04/26/pesquisa-politica-em-belo-horizonte-abril-2019/).

Também foi investigado o principal meio de informação utilizado para a obtenção de informações políticas, e foi apurado que 60% utilizam os meios tradicionais (televisão, rádio e jornal impresso), 19% as redes sociais (WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram e Youtube), 18% através de conversas com amigos e parentes, enquanto 3% não souberam responder. Assim, os meios tradicionais têm importância como fonte de informação, mas um terço já prioriza as redes sociais e as conversas com amigos e parentes.

Outra investigação foi a frequência que o belorizontino discute as notícias políticas nas redes sociais: 12% discutem com muita frequência, 13% discutem de vez em quando, 32% discutem raramente, 40% nunca discutem, enquanto 3% não souberam responder. Logo, temos um polo de 25% que discute com alguma frequência o noticiário nas redes sociais, e um outro polo de 40% que não discute. Há um terceiro que funciona como um curinga, pois raramente discute e representa 32%. Pode-se afirmar que um quarto dos belorizontinos tem um comportamento mais ativo politicamente nas redes sociais, enquanto 40% se mantém afastados desse comportamento.

O interessante é quando se cruza as variáveis índice de aprovação do presidente Bolsonaro com as variáveis dos meios de informação sobre política e a frequência com se discute o noticiário político nas redes sociais. Assim, entre os que aprovam o presidente, 54% se informam sobre política pela mídia tradicional, 23% se informam pelas redes sociais e 20% nas conversas com amigos e parentes. No grupo dos que desaprovam, 61% se informam sobre política pela mídia tradicional, 16% se informam nas redes sociais e 21% nas conversas com amigos e parentes. E no grupo dos que aprovam o presidente, entre os que discutem com muita frequência o noticiário político, 77% o fazem quando usam as redes sociais como principal meio de informação, enquanto 8% o fazem quando usam a mídia tradicional. Por outro lado, no grupo dos que desaprovam, entre os que discutem com muita frequência o noticiário político, 48% o fazem quando usam a mídia tradicional como principal meio de informação, enquanto 30% o fazem quando usam as redes sociais.

Ou seja, a pesquisa comprovou que há um distinto comportamento nos dois grupos, com predominância das redes sociais como meio de informação entre os que aprovam o presidente, e predominância da mídia tradicional como meio de informação entre os que desaprovam o presidente. E os que aprovam discutem as notícias com mais frequência nas redes sociais. Ou seja, as redes sociais são fundamentais para o apoio ao presidente Bolsonaro e explicam sua militância cotidiana nas mesmas.

*Cientista Político/ Diretor de GIGA Instituto de Pesquisa, Professor de Relações Internacionais do IBMEC-MG, Professor de Administração Pública da UFOP 

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