17 DE AGOSTO DE 2019

Montagem inédita: Academia Orquestra Ouro Preto apresenta ópera no teatro mais antigo em funcionamento no Brasil


Ouro Preto
09 de agosto de 2019
Crédito: Íris Zanetti

Casa da Ópera de Ouro Preto recebe obra escrita em língua portuguesa há mais de dois séculos, uma raridade, nos dias 15, 16 e 17 de agosto com entrada franca

Na busca constante de valorizar nosso patrimônio imaterial e aproximar o público da música de concerto, a Orquestra Ouro Preto apresenta nos dias 15, 16 e 17 de agosto, seu mais novo projeto, uma montagem inédita na Casa da Ópera de Ouro Preto (R. Brigadeiro Musqueira, 104). A peça “O Grande Governador da Ilha dos Lagartos” será encenada pela primeira vez no histórico teatro que completa 249 anos de história em 2019. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos no próprio teatro, a partir o dia 12 de agosto, das 14h às 18h.

O texto do compositor Antônio José da Silva foi selecionado por duas razões. A primeira delas é o fato de ser uma das raras óperas escritas em língua portuguesa, a segunda é porque, em 2019, completam-se 280 anos da sua morte.

O palco escolhido para receber a peça foi o histórico prédio que abriga a Casa da Ópera de Ouro Preto, teatro mais antigo em funcionamento na América Latina. “Queremos que as pessoas sintam a história de outro jeito, ao assistir uma ópera no local que foi feito especialmente para esse tipo de espetáculo”, explica o Maestro Rodrigo Toffolo, regente da Orquestra desde sua fundação em 2000.

Os figurinos da montagem vêm de uma parceria firmada entre Toffolo e Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado. Os modelos fazem parte do acervo do Palácio das Artes e já foram utilizadas em mais de 80 espetáculos ao longo dos últimos 45 anos.

A Orquestra promove assim uma visita à história de forma viva e única, que permitirá ao espectador conhecer uma parte da cultura brasileira ligada à ópera, à literatura e ao teatro em um único espetáculo.

O novo projeto visa favorecer a formação de novos públicos a partir da versatilidade ao mesclar a música de concerto com o teatro, servindo como um impulsionador da popularização da arte. “O cenário é perfeito: a casa de ópera mais antiga do Brasil em funcionamento somado a um cenário, figurinos e todo um aparato tecnológico que levará o público a uma vivência realística do texto de Antônio José da Silva mesclado à versatilidade dos arranjos da Academia Orquestra Ouro Preto”, diz o maestro. Esta integração entre Ópera e Concerto vem confirmar a possibilidade de viabilização e produção de projetos musicais em diversos níveis e de diversas épocas pela Orquestra Ouro Preto, notadamente capaz de envolver o público contemporâneo.

A encenação

O projeto operístico será levado a cena com 32 integrantes entre atores, atrizes, figurantes e a orquestra, abordando o repertório barroco mesclado a práticas performáticas de todos os componentes.

A direção ficará por conta de Julliano Mendes, que destaca questões contemporâneas na montagem do espetáculo. Terá a presença dos solistas Carla Rizzi, como a Mulher e o Meirinho; Alberto Pacheco, como o cirurgião; Fabrizio Claussen, como Sancho Pança e Carlos Eduardo Vieira, como o médico. A Academia Orquestra Ouro Preto ficará na plateia, de forma que a peça será vista pelo público de forma única.

Para maiores informações acesse www.orquestraouropreto.com.br

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