02 DE JULHO DE 2020

Vergonha à entrada de Ouro Preto


O Berro do Bode Zé
23 de agosto de 2019


Lá no alto, ao sair da curva, quem a Ouro Preto chega, pela primeira vez, tem um regalo aos olhos quando a cidade se descortina sobre e entre os morros predominantes na região. É um grande impacto para os acostumados com a suavidade topográfica de suas cidades, onde se elevam construções em nada parecidas com as antigas da outrora capital mineira. Felizmente, para nós, é quase certo que, embevecido pela visão, o visitante conserve os olhos altos e para frente, pois se baixá-los e desviá-los para o lado, sobre a margem da rodovia, ele poderá desistir de entrar na cidade. Ninguém espera encontrar o desagradável à porta de uma casa, onde se chega, mas o que se vê à entrada de Ouro Preto, que se orgulha dos títulos Patrimônio Histórico Mundial, Cidade Universitária, Berço da Cultura Mineira e uma porção de epítetos e condecorações elogiosas, ultrapassa a noção do desagradável, para configurar-se em insulto a quem aqui chega. Faz parte da condição receptiva, em relação ao turista à chegada, a boa impressão aos sentidos, com destaque à visão, para que se lhe prepare o espírito quanto à visita em início. Mas não é o que se vê. A entrada de Ouro Preto tende a se converter em extenso lixão, se não contido o ímpeto dos “sujismundos”, que têm utilizado aquele espaço para descarregar lixo e entulho, como se residentes num brocotó sem eira nem beira. Vale a pena investigar, a partir do material ali jogado, identificar autores e fazê-los limpar, para que sirva de exemplo aos que, por ventura, pensem em espalhar lixo e entulho por onde andam.

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