21 DE NOVEMBRO DE 2019

Vale esclarece construção de muro de contenção de rejeitos em São Gonçalo do Bação


Itabirito
13 de setembro de 2019

Por Michelle Borges

Segundo a mineradora, várias obras de contenção estão sendo realizadas para aumentar segurança de comunidades próximas a barragens em nível 3 de emergência

Moradores do distrito de São Gonçalo do Bação, em Itabirito, estão preocupados com a falta de informação da mineradora Vale sobre a construção de um muro de contenção de rejeitos na localidade. No final de agosto, a empresa anunciou a obra em diversas localidades, mas não deu mais detalhes sobre as ações em Itabirito.

De acordo com a empresa, o objetivo é proteger as comunidades e reduzir o impacto ao meio ambiente. Em nota, a empresa diz que “está executando três obras de contenção em locais situados a jusante das barragens Sul Superior (Barão de Cocais); B3/B4 (comunidade de Macacos, em Nova Lima); e na região sob influência das barragens Forquilhas I, II e III e IV e Grupo (comunidade de São Gonçalo do Bação, em Itabirito). As obras devem estar concluídas até o início de 2020 e estão incluídas no projeto de descaracterização de nove barragens, no valor de R$ 7,1 bilhões, anunciado no balanço do primeiro trimestre da Vale, em maio”.

A informação foi divulgada na primeira quinzena de agosto e pela falta de mais detalhes, membros da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) participaram da Tribuna Livre da Câmara de Ouro Preto no final de agosto para pedir ajuda dos vereadores na solicitação de mais informações sobre as obras. “A Vale divulgou uma notícia de que está construindo um muro em São Gonçalo do Bação e que, talvez, impeça todo acesso às comunidades que foram retiradas. Então, como vai ser isso? Significa que as famílias não poderão voltar? Significa que é mais provável ou não a barragem se romper”, questionou Letícia Oliveira, membro da coordenação do MAB, na ocasião.

Ainda segundo divulgação da empresa, as construções das estruturas de contenção terão a capacidade de reter o rejeito das barragens em caso de um cenário extremo de rompimento. “Sul Superior, B3/B4 e Forquilhas I e III estão em nível 3 de emergência. Forquilha II e Grupo encontram-se em nível 2 e Forquilha IV tem declaração de condição estabilidade, mas foi paralisada para atender determinação da Agência Nacional de Mineração que, em fevereiro, suspendeu a operação da Mina de Fábrica, onde estão localizadas essas barragens”, pontuou a empresa.

A reportagem do jornal O Liberal procurou a empresa para mais detalhes, mas só foram enviadas informações da matéria de divulgação. Na região das Forquilhas, segundo a Vale, a contenção ficará localizada a 11 km a jusante da barragem Forquilha I, no município de Itabirito, e terá 60 metros de altura por 350 metros de extensão. A previsão é que a obra, localizada no município de Itabirito, esteja concluída em janeiro de 2020 e seja fundamental para proteger a Zona de Segurança Secundária, que inclui, além de Itabirito, os municípios de Raposos, Rio Acima, Nova Lima e três bairros de Belo Horizonte (Bairros Jardim Vitória III, Beija-Flor e Maria Tereza).

Devido ao caráter emergencial, a empresa destacou que as obras foram previamente comunicadas à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e, no prazo máximo de 90 dias após a comunicação, serão apresentados a documentação e respectivos estudos, conforme previsto no artigo 8º da Resolução Conjunta Semad/IEF, nº 1905, de 2013.

“Para realizar as três obras, a Vale está construindo acessos nos locais para a construção dos canteiros. Esses acessos têm como função desviar o tráfego dos caminhões dentro das comunidades do entorno, reduzindo o transtorno dos moradores”, concluiu em nota.

Veja mais
















QUER FICAR POR DENTRO DAS NOVIDADES? CLIQUE E CADASTRE O SEU EMAIL, PROMETEMOS NÃO ENVIAR SPAM!
ITABIRITO
OURO PRETO
MARIANA
BRASIL
MUNDO
ARTIGOS
GALERIA
EDIÇÕES
SOBRE NÓS

 CONTATO
   

PARCEIROS