19 DE NOVEMBRO DE 2019

Exposição “Lama”


Amenidades
08 de novembro de 2019


Esta semana visitei a exposição “Lama”, do escultor Roberto Sussuca, que acontece na Casa dos Contos. Se tivesse de escolher uma única palavra para definir como me senti, seria “impactada”.

Não sou nenhuma entendida sobre artes, quem me dera, mas é impossível não se emocionar no ambiente. Assim que entrei, na primeira escultura, já senti o impacto. “Aqui são as causas e aqui as conseqüências”, explicou-me o autor das peças, e deixou-me “com as minhas sensações”.

Caminhando entre o relato do triste acontecimento, em forma de esculturas e quadros, percebi que meus olhos estavam úmidos. Surpreendeu-me como um fato tão triste e avassalador pode ser retratado com tamanha delicadeza.

Os animais, as vidas humanas, a primeira criança resgatada, os objetos encontrados, frutos de uma tragédia que causou, e causa ainda, tanta dor, estavam ali presentes, entre outros, nos reportando ao fato e nos alertando para a gravidade  do mesmo, mas de uma forma sensível, delicada, sem agressividade, raiva ou revolta. O sentimento era de pura emoção, mas uma emoção que não era negativa, por mais negativo que tenha sido o fato.

Dentre tanto que foi dito e feito desde o acontecido até hoje, nunca a questão havia sido retratada desta forma, sem acusações, ainda que justas, sem politicagem, que nunca são justas, sem nenhum tipo de reação por interesse.  Pelo menos, eu nunca havia visto e, diga-se de passagem, algo tão triste, sério e grave não justifica nenhum tipo de interesse, seja de quem ou pelo que for.

Perderam-se bens materiais, perderam-se vidas, perdeu-se uma história. Bento Rodrigues foi “varrido” do mapa e da História, e, lembro-me bem, na época, não foram poucos a darem opinião, alguns sérios, outros sensacionalistas, pelos mais diversos motivos.

A exposição “Lama” não dá opinião. Não julga. Não faz discursos inflamados nem politiqueiros. Ela retrata os fatos com sutileza, delicadeza, e o mais importante, respeito aos envolvidos. Prova disto foi uma coisa que me chamou a atenção. Não existem textos nas esculturas ou nos quadros. Eles deixam ao visitante sua interpretação, sem nenhum tipo de indução ou mesmo sugestão.

Talvez por isto, mesmo não sendo entendida em artes, eu tenha me emocionado tanto. Talvez o verdadeiro sentido da arte seja este: emocionar, impactar, e quando isto é feito de forma positiva, quando lágrimas nos chegam aos olhos sem trazer com elas sentimentos negativos, aí, creio eu, o artista conseguiu o seu objetivo.

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