11 DE DEZEMBRO DE 2019

De quem são nossos filhos?


A cidade e Eu
26 de novembro de 2019


ESTA FRASE “Vossos filhos não são vossos filhos” é uma expressão do notável escritor Khalil Gibran, um dos mais nobres e legítimos pensadores da cultura libanesa. Na verdade, são os(as) filhos(as) da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de nós, mas não são nossos. Não se trata de uma aparente contradição, mas no sentido lógico, metafísico, espiritual, e até mesmo humano de suas vidas. Eles foram criados para nos sucederem na correnteza vertiginosa do tempo. Eles prolongam os pais pelo futuro. Bem ou mal, mas cumprem sua missão neste mundo. Assim, fomos com nossos ancestrais!

– “Nossos filhos, embora vivam conosco,  não nos pertencem. Eles vêm através de nós, mas não de nós. Podemos outorgar-lhes nosso amor, admiração, mas não nossos pensamentos. Podemos abrigar seus corpos, mas não suas almas”, insiste o grande pensador. –

A JUSTIÇA vê a criança e os jovens através do Estatuto da Criança e do Adolescente, conhecido por ECA! Os pais os veem pela lente do amor, da comunhão (comum união), do dever de assisti-los, formá-los em sua personalidade intelectual, moral e ética.

Há aquele que defende o direito absoluto do Estado, por ele denominado de “Leviatã”, fazendo o “homem um lobo para outro homem” (Hobbes); outro conhecido filósofo explica que  o “homem nasce bom e a sociedade o corrompe” (Rousseau); Há um terceiro que considera que “o ser humano nasce com tendência para o bem e para o mal. É como um papel em branco” (Locke).

Aos pais compete a educação primeira e fundamental dos filhos. Hoje esta tese está tão desgastada, com certos pais ausentes, criminosos, irresponsáveis na educação básica e fundamental dos filhos. O que se vê como mau exemplo no meio político é a cultura da vantagem pessoal, desonesta, corrupta, em detrimento do cidadão, dono do poder, que o elegeu, através do voto!

É dever da família, da sociedade e do Estado “assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão” (art. 227, Constituição Federal).

EM CONCLUSÃO, é muito fácil, agradável e até mesmo mui cobiçado ter filhos(as), dentro de uma família, legalmente constituída, que goza dos direitos legais, sobretudo constitucionais.

Aos pais atribui-se a primeira e principal educação; aos professores e mestres compete o ensino na época certa. À família cabe a educação, à escola pertence a instrução. Ambos quando bem conscientes e operantes, em seus objetivos de educar e instruir à criança e ao jovem, na sua infância e adolescência, formarão uma sociedade composta de cidadãos  autênticos, livres e preparados para a vida, em todas as suas dimensões: profissional, intelectual, moral, ética e responsável por uma sociedade digna de ser vivida e imitada; formada por profissionais selecionados para o maior prêmio Nobel da Vida: a responsabilidade!

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