25 DE JUNHO DE 2019

Incêndios no Brasil: tragédias anunciadas


O Berro do Bode Zé
28 de setembro de 2018


Com um doloroso registro de incêndios trágicos, nos últimos sessenta anos, o Brasil continua a brincar com fogo, sem dar a mínima para as normas de segurança e providências preventivas, só lamentando e vociferando quando as chamas devoram o patrimônio e levam vida humanas. O último grande sinistro do gênero, o do Museu Nacional, felizmente sem vítimas humanas, foi desastroso para a cultura e memória nacionais. Ao que tudo indica, teve causa na omissão quanto à manutenção. A série de grandes incêndios começou com o do circo, em Niterói-RJ, na tarde de 17 de dezembro a poucos dias do Natal de 1961. Segundo consta, mais de quinhentas pessoas morreram, cerca de setenta por cento crianças, pois se tratava de espetáculo infantil. Onze anos depois, em 24 de fevereiro de 1972, foi a vez do Andraus, grande edifício no centro de São Paulo; vinte e seis pessoas morreram e cerca de quinhentas foram salvas por meio de helicópteros. No primeiro dia de fevereiro de 1974, a poucos dias do segundo aniversário do incêndio do Andraus, o edifício Joelma, também no centro de São Paulo, envolveu-se em chamas, matando cento e oitenta e sete pessoas. Em 27 de fevereiro de 1976, em Porto Alegre-RS, prédio das Lojas Renner foi palco de outra tragédia com fogo, matando 41 pessoas. Dez anos mais tarde, em 17 de fevereiro de 1986, no Rio de Janeiro, o edifício Andorinha envolveu-se em chamas, ocasionando a morte de 23 pessoas. Em 2000, em Uruguaiana-RS, 12 crianças morreram quando se incendiou a creche onde estavam. Em 24 de novembro de 2011, 7 pessoas morreram na tragédia da casa de shows Canecão Mineiro, em Belo Horizonte. A última grande tragédia do gênero foi a da Boate Kiss, em Santa Maria-RS, em 27 de janeiro de 2013, quando 239 jovens morreram. Com exceção do incêndio do circo, que foi criminoso (ex-empregado temporário do circo ateou o fogo) os demais tiveram origem em omissão, falta de manutenção (especialmente sistema elétrico) falta de segurança e outras irregularidades, tais como falta de condições para socorro emergencial às vítimas. Nos casos das duas casas noturnas, além de irregularidades legais (falta de alvará no Canecão Mineiro) e desobediência a normas de segurança, o palco foi usado para pirotecnia (absurdo, em se tratando de espaço fechado) ateando fogo em material inadequado usado na decoração. Todos teriam sido evitados se, preventivamente, tudo estivesse como mandam as normas de segurança e todos tivessem cumprido com suas respectivas obrigações. Tudo isso, dito até aqui, já redigido pronto para denunciar, logo em seguida, a falta de equipamento de combate a incêndio, no complexo estação rodoviária/Praça do Artesão, em Cachoeira do Campo/Ouro Preto. Não que ele não tivesse sido instalado, quando concluído o complexo, há seis anos. Os dois hidrantes, lá instalados, tinham as caixas desprovidas das respectivas mangueiras, a serem usadas pelos bombeiros em caso de necessidade. Na manhã da última quinta-feira, constatou-se que, pelo menos, uma das mangueiras foi reposta em sua caixa. Menos mal, mas a segunda caixa continuava vazia. Espera-se que ela seja reposta imediatamente, pois emergência não se anuncia, acontece quando menos se espera. A bronca, com a qual se concluía esta nota, foi substituída pela informação do meio-reparo da falta. Espera-se que água não falte aos hidrantes, assim como não tem faltado para lavar a estação rodoviária, trabalho que poderia ser realizado com gasto mínimo de água e, praticamente, nenhum incômodo aos usuários.

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