29 DE MAIO DE 2020

Ano novo, vida nova? Que tal então passar a se preocupar com o seu planejamento orçamentário? - parte 1


Direito do Consumidor
06 de janeiro de 2020


por Felipe Milanez

Final de ano chegando e a lembrança da Black Friday ainda está na memória de muitos consumidores. Porém, agora é época de pensar em natal e nas compras de fim de ano (será mesmo?). Pois bem, é aí é que mora o perigo do endividamento.

Para quem conseguiu resistir aos delírios de consumo da Black Friday passa agora por outro momento de provação, afinal, comprar aquela lembrancinha de natal, para muitos, foi como cumprir uma obrigação que nos é imposta pela sociedade de consumo.

Em tempos de crise econômica é muito importante o consumidor adotar algumas medidas de planejamento orçamentário, para que não venha a sofrer com os elevados juros advindos do pagamento do cartão de crédito parcelado ou então, daquele monte de parcelas que vencem no final do mês e que não foram levadas em conta na hora de comprar aquela televisão que (aparentemente) estava na “promoção” e com pagamento em 24 parcelas sem juros.

O planejamento orçamentário, nesse contexto, é uma maneira muito eficaz para auxiliar o consumidor na gestão dos seus recursos financeiros, contribuindo para a redução do consumo exagerado e na manutenção do equilíbrio da economia familiar.

Os exageros de consumo são responsáveis por grande parte das dívidas dos brasileiros. Dados da Confederação Nacional do Comércio indicam que mais de 60% das famílias brasileiras estão endividadas com o pagamento de cartão de crédito, cheques pré-datados, carnês de lojas, empréstimos pessoais, parcelamento do carro, dentre outros, ou seja, grande é a chance de você, leitor, também se encontrar nesta situação.

É importante ressaltar que organizar o orçamento familiar não é garantia de sobrar mais dinheiro para outras compras, mas sim, estabelecer um mecanismo de previsibilidade de quais são os gastos possíveis e quais deverão aguardar outro momento para serem realizados.

Para auxiliar os nossos leitores a coluna deste mês inicia a primeira de duas publicações que tem por objetivo apresentar um roteiro de organização do planejamento orçamentário familiar.

O primeiro passo, e sem o qual não se torna possível realizar o planejamento do orçamento, é o engajamento de todos os membros da família. Tanto daqueles que trabalham e, por isso, colaboram ativamente para a composição dos recursos, como daqueles que, de alguma maneira, acabam por realizar despesas. Sem esse envolvimento e compromisso, que deve ser assumido por todos os membros, sem exceção, certamente já no final do primeiro mês o planejamento entrará em colapso.

Uma vez todos os membros da família estejam cientes da importância e da necessidade de realização do planejamento orçamentário, é essencial que os gastos mensais sejam identificados e separados em dois grandes grupos: os gastos permanentes ou fixos e os gastos variáveis. Os gastos permanentes são aqueles que se repetem todos os meses e que estão relacionados, principalmente, com a contratação de serviços públicos (água, esgoto, energia elétrica, alimentação), despesas com condomínio, bem como, telefonia e internet. Já os gastos variáveis, são aqueles que ocorrem com alguma frequência, porém, não mensalmente, por exemplo, os gastos com vestuário, sapatos, a compra de um aparelho celular, a compra de um fogão novo, etc.

A identificação destas despesas permitirá ao grupo familiar identificar o seu padrão de gastos e, principalmente, começar a realizar o seu planejamento de forma a estabelecer tetos de gastos. Nesse contexto, é muito importante que as despesas fixas representem no máximo 50% do orçamento familiar e as despesas variáveis não mais de 30%. Os outros 20% devem ser destinados à duas funções: a reserva de emergência e a poupança. A reserva de emergência serve para cobrir aqueles gastos excepcionais e, por isso, não eram esperadas, de modo que o consumidor tenha condições de arcar com novos custos sem que coloque em risco a sua saúde financeiras. O ideal é que ao menos 5% do orçamento mensal seja destinado a esta finalidade. Já a parcela destinada à poupança deve ser encarada como um garantidor de execução de despesas que estejam contempladas no planejamento de gastos de médio e longo prazo.

Em nossa próxima coluna iremos abordar os demais passos para a organização e execução do planejamento orçamentário familiar.

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