07 DE ABRIL DE 2020

A Cemig já “chama urubu de meu louro!”


O Berro do Bode Zé
06 de janeiro de 2020


Até aqui sabia-se que bebida alcoólica e tóxicos em geral produzem bêbados, atarantados, chapados, dopados, propensos a se comportar fora da lógica e da realidade. Mas, nestes novos tempos vividos, aprende-se que existe também a embriaguez tecnológica, levando seu detentor ou detentora a práticas contrárias ao bom senso, à ética, às boas relações com os consumidores. Quanto mais tecnologia e maior a empresa, maior pode ser o perigo de o consumidor ser prejudicado, se a mesma empresa se esquece das práticas humanas, agarrando-se na tecnologia pura e simples. É o caso da CEMIG, já nascida como empresa padrão do setor, naquela época, sob os auspícios do então governador e, posteriormente, presidente JK. A CEMIG não é mais a mesma dos tempos de JK! Ela se jacta, por intermédio de seus gestores, de adotar tecnologias, as mais avançadas, em sua administração e serviços, mas deixa de fora de suas considerações à satisfação do consumidor final. Ao invés de receber bons serviços, o consumidor pode receber seu desdém e insultos. De tanta tecnologia a CEMIG está bêbada, bêbada de cair! Está na fase de chamar urubu de meu louro! Apronta cada uma, que se não danosa, seria caso de risos. Não há muito tempo, certo consumidor tinha sete faturas vencidas e, ao contrário de outros que, vencida a segunda ou terceira, têm o fornecimento cortado, ele continuava a consumir. Lá um dia, preposto da CEMIG foi ao vizinho do inadimplente e lhe cortou a energia elétrica. A coisa deu polícia, deu PROCON, provou-se que o corte foi no endereço errado, mas a empresa, do alto do seu império, só restabeleceu o fornecimento ao inocente, mais de uma semana depois. Recentemente, em agosto do ano passado, consumidor solicitou mudança de titularidade de uma instalação para o seu nome. O que fez a CEMIG? Vinculou o nome do solicitante à instalação do vizinho, excluindo este da lista de consumidores. Resultado: o novo consumidor tem duas faturas emitidas em seu nome, porém paga somente aquela vinculada ao seu endereço; procedimento correto. O vizinho, vítima da trapalhada, que continua a consumir energia, porém recebe a fatura em nome de terceiro, solicitou, por telefone, a correção do erro, mas a atendente, em lugar de aceitar a solicitação, discutiu, alegando que ele havia solicitado a transferência. Ao tentar rebatê-la, ouviu dela algo como a prefeitura deveria corrigir o endereço. Corrigir em quê? O endereço é antigo, trocas de titularidade são feitas, eventualmente, e nunca houve problemas. E o que tem a prefeitura com isso? Posteriormente, por intermédio do consumidor solicitante da troca de titularidade, uma carta foi enviada à agência da empresa. A vítima, que tinha suas faturas levadas a débito automático e, agora, está à espera de solução do problema criado pela própria CEMIG, deixou de pagar as faturas emitidas com nome trocado. A solução que a CEMIG julgou por bem dar ao caso foi o corte do fornecimento de energia. Um seu preposto compareceu ao endereço da vítima, mas foi por esta impedido de cumprir a ordem recebida. Aguarda-se o próximo capítulo...

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