20 DE JANEIRO DE 2020

O zero na contagem do tempo


Ponto de Vista do Batista
14 de janeiro de 2020


Entramos em 2020, ano especial dentro da cronologia, terminado por ZERO, o que indica o fechamento de um bloco na contagem do tempo. Entretanto, parece que ninguém estudou aritmética, muito menos matemática, pois há uma teimosia em ter o ZERO como início da contagem do tempo. O ZERO, isoladamente, representa o vazio, o não existente, nada representa do que existe.

A unidade é UM e é a partir desta que a contagem progride até o algarismo NOVE, o último dos que, individualmente, representam uma coleção de coisas. Para formar a primeira dezena, na contagem contínua, a representação gráfica se vale da unidade UM, acrescida do ZERO à sua direita. Aqui, realiza-se, então, uma mágica. À direita de qualquer algarismo, cada ZERO colocado multiplica por DEZ a quantidade anterior. O ZERO que, sozinho, nada valia lá atrás, tem agora o poder de multiplicar a unidade por dez. Obtém-se, assim, a dezena, o primeiro bloco de dez, daí o nome sistema decimal. Completado o primeiro bloco de dez, ou dezena, a contagem recorre à unidade UM, novamente, porém agora transformado em dez, ao qual, graficamente, acrescenta-se a unidade UM em lugar do ZERO, para formar o ONZE. Em seguida, pelo mesmo processo vem o DOZE, o TREZE, até o DEZENOVE, encerrando então o emprego dos nove algarismos, diferentes de ZERO, na formação do segundo bloco, que é completado, tomando-se o algarismo DOIS, acrescido do ZERO, à sua direita, para formar o número VINTE, ou segunda dezena. O processo continua, da mesma forma até o NOVENTA E NOVE, vindo após ele o número CEM, que é o DEZ, acrescido de mais um ZERO, que representa a soma de dez blocos de DEZ, ou dezenas, que formam a primeira centena. Por aí se vê, claramente, que o ZERO não conta e não dá início a contagem. O mesmo processo continua até o infinito, sempre com base no número DEZ.

Viu-se, ouviu-se, como ainda se vê e se ouve dizer que entramos numa nova década. Não, senhoras e senhores! Trocamos de ano, mas ainda não trocamos de década, que só será trocada, quando entrarmos no ano 2021. O ano 2020 é ano a fechar a segunda década, ou década de vinte, iniciada em 2011. Em 2021, iniciar-se-á a década de trinta, que se fechará em 1930. A grande maioria, incluindo-se profissionais da comunicação, que têm a obrigação de bem informar, tem a década como a iniciar em ano terminado em ZERO. Ao contrário do que dizem, uma década começa com UM e termina com ZERO. Em razão disso, eu, particularmente, costumo usar a expressão “anos” antes dos número que compõem a década, para evitar confusão. Comumente, não uso a expressão década, pois corro o risco de não transmitir o que quero.

Há vinte anos, na transição do século e do milênio, o ano 2000, também marcado pelo boato do “bug do milênio”, segundo o qual todos os sistemas informatizados entrariam em parafuso, foi o último ano do século 20 e o último do 2º milênio. Muitos, entretanto, insistiam no fechamento do século e do milênio em 1999. Quando se fala em séculos, veja-se o século 20, por exemplo: ele denomina todo o bloco iniciado em 1901 e terminado e, 2000; veja-se o 20 na composição do número 2000. O século 21, no qual estamos, encerrar-se-á em 2100; veja-se o 21 na composição do número 2100; encerra-se e o 3º milênio em 3000. Portanto, gente, em 2020, nós estamos a fechar a segunda década ou década de vinte.

Quanto ao “bug do milênio”, felizmente, foi um tremendo fiasco, porque não aconteceu nadinha de nada! Eu ainda era um neófito em coisas de informática, apesar de já trabalhar na construção de um site. Passavam-se apenas alguns meses, desde a aquisição do meu primeiro PC, uma grandiosidade de quatro gigas no hd. A internet, discada, era por conexão com Belo Horizonte, porque na região de Ouro Preto não havia provedor de internet. O “tutu” produzido pelo boato foi tão grande, que eu realmente cri que perderia tudo o que tinha gravado no computador.

Foi um alívio, ao ligá-lo, dia seguinte, e constatar que tudo estava intacto. Penso que quiseram ganhar um extra à custa da ingenuidade da maioria, ainda a namorar o PC, novidade das mais incríveis. Deve ter sido algum golpe do tipo “peste suína”; Mas, isso é outra história...

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