09 DE ABRIL DE 2020

Estamos todos no mesmo barco!


Ponto de Vista do Batista
10 de fevereiro de 2020


Por Nylton Gomes Batista

Entre os muitos problemas comuns enfrentados pela espécie humana, junte-se agora a possibilidade de nova pandemia, configurada sob a ameaça do coronavírus que se manifestou, primeiramente, na China, final do ano passado. Diz-se pandemia quando uma epidemia de origem infecciosa sai do controle e atinge todo um continente, todo o mundo ou boa parte dele.

Coronavirus, na verdade, é o nome de um grupo de vírus, entre os quais destaca-se este que está a assustar o mundo. Entre seus coirmãos há os que causam simples gripe ou coriza (corrimento do nariz), mas há outros mais perigosos e letais. O grupo desses microrganismos é como uma boiada. A maioria dos bois pode ser pacífica, mas não se descarta a presença de um ou dois entre eles, que não admitem ser humano à sua frente, sem fazer valer a utilidade de seus chifres! Diz-se que nos menores vidros estão os mais potentes venenos. Nesta comparação entre microrganismos e bois, pode-se ver a pressuposta verdade: os primeiros, minúsculos e invisíveis aos olhos, são mais perigosos ao ser humano. Todo mundo sabe como escapar de um touro selvagem, robusto, valente e furioso mas, e de um vírus invisível, desconhecido e mortal? Daí a preocupação das lideranças mundiais, tanto políticas quanto médico-científicas no que toca ao controle imediato da situação, antes que o perigo se espalhe pelo mundo, vindo a dizimar parte da população. O perigo é real!

Com todos os cuidados tomados pelas autoridades chinesas, a doença que, a grosso modo, assemelha-se a grave pneumonia, acrescida de insuficiência respiratória, podendo ocorrer ainda insuficiência renal, já teria causado quase um milhar de mortes na China, quando se redigia este texto. A situação é tão séria que, lá, já foram construídos dois hospitais especiais, mil leitos cada um, num prazo recorde (nada do récorde global, que é um vírus linguístico) de dez dias.

Não é a primeira vez que o mundo se vê às voltas com doença infectocontagiosa tão perigosa, mas, talvez esta seja a mais preocupante, porque assim como bandidos se aperfeiçoam no crime, à medida que a polícia se aprimora no seu combate, também os vírus mudam sua maneira de agir, à medida que surgem novos medicamentos. Outro fator a aumentar o perigo é a interação humana mais dinâmica, no tempo e espaço. Deixando de lado outros casos de pandemia ocorridos, desde o século dezesseis, registram-se diversas pandemias, entre quais destacam-se a Gripe Espanhola (1918) que, segundo estatísticas, atingiu metade da população mundial e matou quarenta milhões de pessoas; Gripe Asiática (1957) atingiu todo o mundo e também matou, não tanto quanto a “Espanhola”, especialmente pessoas menos resistentes a gripes; Em 1968, foi a vez da Gripe de Hong Kong que, só na China infectou cerca de quinhentas mil pessoas. Da parte científica, no momento, o problema maior é conhecer, de fato, o microrganismo, detectar suas fraquezas para então se criar a vacina que o combata. Da parte da população é a autoimunidade, na maioria das vezes, combalida no indivíduo, ou melhor, sem a força necessária para combater o vírus.

Sabe-se que o melhor tratamento para esses tipos de moléstia é o preventivo, que se consegue mediante ritmo de vida regular, alimentação saudável com reforço em verduras, legumes e frutas. O tratamento curativo é uma incógnita, ainda que haja a vacina adequada, pois outros fatores de saúde podem nele interferir. Contudo, se o perigo está à porta, cabe à população, indivíduo por indivíduo, seguir as orientações das autoridades, porque que é responsabilidade delas determinar o que deve ser feito, quando a saúde pública está em risco.

Num plano maior, este é um momento que pode ser uma espécie de indução à solidariedade e cooperação entre as nações, incluindo-se as mais pobres e vulneráveis, cujo sofrimento é maior em qualquer situação vigente no mundo. Doença, ao se espalhar, não escolhe o indivíduo pela cor ou grupo étnico, pelo credo professado, pelo partido político ou pela ideologia; não quer saber se é novo ou velho,  rico ou pobre, sábio ou ignorante, bonito ou feio, feliz ou infeliz. Se não houver os devidos cuidados, ela pega mesmo! Por isso, dos governantes cobra-se juízo e responsabilidade nas decisões, em seus domínios e na área internacional, deixando de lado diferenças de qualquer natureza, tudo em prol da saúde pública e da segurança dos cidadãos. Não é momento para questiúnculas, que devem ser relevadas em favor das prioridades para que o número de vítimas não vá muito além do alcançado.

Juízo gente, pois estamos todos no mesmo barco!

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