08 DE AGOSTO DE 2020

O que os jovens querem?


A cidade e Eu
11 de fevereiro de 2020


Por João de Carvalho

NO INÍCIO da década de sessenta no mundo, especialmente no Brasil, a gente viveu e assistiu à rebelião dos jovens que, através de várias formas de protestos, formularam seu desejo de renovação. Eles queriam, sobretudo, assumir um papel mais ativo na sociedade. Daí o surgimento da contestação, até como senha do movimento juvenil. A música serviu como alicerce central e primeiro de sua ousada atitude. A Bossa Nova acredito que tenha sido um dos principais veículos de afirmação desta vontade criativa dos jovens.

Hoje, ainda restam representantes daquela época, que são cultuados pela sociedade atual. São valores maduros de ampla capacidade musical que superaram todas as dificuldades e ainda marcam, na maturidade, pontos presenciais no meio social e artístico. Dentre as mudanças podemos verificar a revolução sexual, familiar, religiosa, política, comportamental, psicoterápica e, sobretudo social.

A sociedade atual é em grande parte fruto daquela época de visível contestação. Hoje, os jovens estão mais abertos à valorização de conhecimentos universitários, à música, ao esporte, à luta pelo emprego, à participação política. Mas, infelizmente, a sociedade assiste a participação de jovens nos crimes de alta repercussão nacional, sobretudo nas grandes cidades.

O ESTATUTO do adolescente, especialmente no seu conteúdo criminal, não resolve a situação dos jovens atores de crimes graves. O mundo moderno está se desenvolvendo de maneira vertiginosa em todos os campos, e necessita de melhores e atuais normas legais para coibirem os excessos praticados por jovens e adultos que agem contra e fora da lei.

“Os jovens brasileiros acreditam que o quê valoriza socialmente na universidade é o fato de ela ser bem conceituada. Todavia, a sociedade brasileira está num estágio modernizante, onde não mais funcionam o esplendor do canudo na mão ou a ascendência familiar. É preciso ultrapassar todas as dificuldades da sucessão profissional. O jovem terá de haver-se com o valor de sua formação. Não basta o diploma, é necessária a competência comprovada.

O estudo é importante para qualquer pessoa. Acho que a gente precisa ter uma base cultural para acompanhar a evolução do mundo. Estudar faz parte do desenvolvimento de uma pessoa. E para os jovens, o estudo é importante principalmente pela vivência estudantil. E a vivência estudantil que eu digo é esse conviver com as pessoas da mesma idade, mesmas ideias e experiências. Porque um jovem que não estuda, fica bitolado; não tem base cultural nem convivência.

Um outro aspecto que foi abordado com relação ao estudo, é o da profissionalização. É o mercado de trabalho que entra em jogo. E para o estudante, uma das coisas mais difíceis é a parte do emprego, a falta de estágio. O ensino no Brasil, de modo geral, está bom, mas o nível dos cursos é fraco”. (Livro “Conselhos”, pág. 425/426, Soely Koene).

ENFIM, vamos valorizar nossos jovens, ajudando-os na realização de seus sonhos. Nós que lidamos com a juventude por muitos anos, nas escolas estaduais e particulares, percebemos que os jovens necessitam do apoio dos adultos, nesse momento de transição. Eles são o Brasil do futuro.

“O triunfo pertence a quem se atreve”(Charles Chaplin). 

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