07 DE ABRIL DE 2020

Cúmulo da subserviência ao estrangeiro


O Berro do Bode Zé
03 de março de 2020


A ocupar-se da montagem e da curiosidade em torno de novo equipamento, cinco adultos e uma criança estão presentes quando, em dado momento, alguém flagra a criança na tentativa de abrir pequeno saquinho, que ela imagina conter balas. Sob protestos no formato de tremendo berreiro, o pacote é tomado para averiguação, mas agora quem o tem nas mãos não consegue ler o que está escrito. O objeto passa de mãos e somente uma das pessoas, que tem algum conhecimento de inglês, traduz: “não coma”. Todos se assustam com a advertência, diante do fato de a criança o ter apanhado primeiro. Trata-se de um dessecante, material com a função de absorver umidade que, dentro da embalagem, possa prejudicar o equipamento. Independentemente de o material não ser tóxico, conforme informações coletadas, a advertência pode ser inócua, se não há alguém que conheça o idioma usado nela. Daí a irresponsabilidade do fabricante, em território nacional, em não fornecer todas as informações no vernáculo, ou seja, na Língua Portuguesa. Ainda que o produto fosse importado, informações concernentes a ele teriam que estar traduzidas, em atendimento aos direitos do consumidor. Virou mania neste país, grande, bobo e irresponsável, a utilização de “migalhas”, em Inglês, nas informações ao público, cuja maioria mal aprende o idioma pátrio e não tem a obrigação de saber qualquer coisa em língua estrangeira. Além de ridículo, isso chega a ser falta de respeito para com essas pessoas, que têm o direito de ser bem informadas, ao ler qualquer coisa, ao comprar, ao andar pelas ruas, ao viajar, enfim, ao fazer qualquer coisa dentro deste país, no qual se ouve a Língua Portuguesa desde o nascimento.

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