04 DE JULHO DE 2020

Educar para a vida


A cidade e Eu
04 de março de 2020


Por João de Carvalho

NÃO APRENDEMOS para a escola, mas para a vida, é um adágio latino vertido para a nossa língua. É uma verdade sem contradição nos seus termos. A educação aprende-se na família; a instrução recebe-se na Escola. Ambas contribuem para a formação integral do ser humano na sua vida em sociedade.

Alguém assim nos adverte, com sabedoria, quando escreveu: “Prezado professor: Sou um sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver.

Câmaras de gás construídos por engenheiros FORMADOS; crianças envenenadas por médicos FORMADOS; recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas, mulheres e bebês fuzilados e queimados por GRADUADOS de colégios e universidades. Assim, tenho minhas suspeitas sobre a Educação. Meu pedido é: Ajudem seus alunos a tornarem-se humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados, psicopatas hábeis, Eischmanns educados.

Ler, escrever, aritmética, só são importantes se servirem para fazer nossas crianças mais humanas”.

ESTAMOS VIVENDO um momento da história, em que muitos jovens extrapolam-se em seu comportamento social, tornam-se violentos, criminosos, deixando a sociedade estarrecida por suas atitudes desequilibradas até contra pessoas da própria família, eliminando pai, mãe e irmão. É um contrassenso à toda forma de educação familiar e ensino escolar. Será isto uma consequência dos tempos supermodernos que vivemos? Será falta dos pais que descuidaram da educação e formação familiar? Será o excesso de liberdade concedida? Será falta de assistência plena por parte dos genitores? Será falta de espírito familiar? Será o mau exemplo dos membros da sociedade, ou no meio em que vive? Será falta mesmo de correção ou mau exemplo dentro da família? Será falta de ocupação, emprego, oportunidade no mercado de trabalho?

O fato é que há uma inversão de valores, respeito e consideração à vida. “Valores e instituições foram, há anos, abalados pela ação dos jovens, e, a palavra “contestação” é recorrente no meio da mocidade. Houve ou está havendo uma mudança de hábitos e comportamentos, com muita liberdade talvez. A partir daí, operou-se uma formidável maré de rejeição de corretas atitudes familiares antes estabelecidas como paradigmas, modelos, exemplos sadios. Os jovens hoje se expressam fortemente mais pela música do que por qualquer outra arte”, dizem os bons e ilustrados psicólogos, como Lenira Favarim, em “Conselhos” um livro de cabeceira.

ENFIM, quem sabe uma boa terapia comportamental ajude a retomada do eixo, para alguns jovens, na busca de uma vida sadia , voltada para o estudo, para a família, para a sociedade, para a busca de uma profissão que preencha seu tempo, preparando-o para a maturidade. 

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