05 DE JUNHO DE 2020

Greve nas escolas estaduais já dura um mês


Ouro Preto
16 de março de 2020
Reunião Geral do Comando de Greve de Ouro Preto, na Escola Estadual Dom Velloso. Crédito: Glauciene Oliveira

70% das escolas estaduais suspenderam as atividades

Por Glauciene Oliveira

A greve das escolas estaduais de Minas Gerais já dura mais de um mês e seguirá por tempo indeterminado. Na região dos inconfidentes boa parte das instituições de ensino já aderiram ao movimento.

A greve tem como objetivo reivindicar o pagamento do piso salarial nacional, R$ 2.886,24, aos trabalhadores da educação, conforme consta na Lei estadual 21710/2015 e no artigo 201 da Constituição de Minas Gerais. Atualmente os profissionais recebem apenas R$ 1.982,54.

O movimento é organizado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) o órgão pede que o governador Romeu Zema (Novo) sancione o Projeto de Lei (PL) 1451/2020 e a emenda 2/2020, que previa inicialmente apenas o reajuste salarial para policiais e agentes do sistema prisional. A emenda, elaborada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) estende o reajuste salarial para outras 15 carreiras do funcionalismo público, inclusive os servidores da educação.

Outra reivindicação do sindicato está relacionada ao novo sistema online de matrícula, que gerou vários erros e fez com que cerca de 86 mil alunos ainda não estejam matriculados nas escolas corretas.

De acordo com o diretor do Sind-UTE/MG, Fábio Garrido, a precarização da educação também é uma das pautas do movimento. “Nossa luta é também para que o governo pare de fechar escolas e turmas. Hoje temos turmas lotadas, muitos estudantes sem vaga e profissionais totalmente desvalorizados”, ressaltou indignado.

Segundo o diretor, até o momento o governo não apresentou nenhuma proposta para a categoria, essa falta de diálogo seria um dos principais motivos do prolongamento da paralisação. “Estamos desde 2019, início deste governo, apresentando nossas reivindicações, mas até o momento, mesmo depois deste um mês de greve com mais de 80 mil estudantes sem aula, o governo não nos apresentou nada, não nos deu nem a oportunidade de dizer não”, destacou.

O Sind-UTE/MG afirmou que mais de 70% das escolas do estado estão em greve e tiveram suas atividades paralisadas total ou parcialmente. 

Contexto Regional

O Sind-UTE/MG informou que a greve na Região dos Inconfidentes está forte e boa parte das instituições de ensino estaduais estão apoiando a paralisação. Das cinco escolas estaduais de Itabirito, quatro suspenderam as atividades. Já em Ouro Preto, todas as escolas foram afetadas pela greve e nenhuma está funcionando normalmente. Em Mariana, o movimento vem crescendo e as escolas já sinalizaram que irão aderir à greve a partir dos próximos dias. 

Próximos Passos

No dia 18 de março a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizará a Greve Geral da Educação Pública. Na data professores e funcionários da categoria de todo o Brasil vão paralisar os locais de trabalho para ir às ruas lutar por melhores condições de trabalho. O Sind-UTE MG vai aderir ao movimento e na mesma data fará também uma reunião geral na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para informes e debate do contexto atual da paralisação. “Continuaremos pressionando o governo para a derrubada dos vetos, fazendo manifestações locais e reuniões nas escolas, além de conclamar à população para nos apoiar”, salientou o diretor do Sind-UTE MG.

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