11 DE JULHO DE 2020

Doença contagiosa afeta crianças em Cachoeira do Campo


Ouro Preto
20 de março de 2020


O surto da síndrome mão-pé-boca teve início na Creche Isaías Pedrosa. Cerca de 12 crianças foram contaminadas

Os alunos da Creche Isaías Pedrosa, localizada no distrito de Cachoeira do Campo, em Ouro Preto, foram surpreendidos na última semana com um surto de uma doença contagiosa denominada Mão-pé-boca (HFMD).

A síndrome contagiosa provoca sintomas como febre alta, aparecimento de manchas vermelhas na boca, amígdalas e faringe, além de erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

A doença é causada pelo vírus Coxsackie. Embora possa afetar também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade, o que foi o caso em Cachoeira do Campo.

Segundo dados da Prefeitura de Ouro Preto, a creche atende 82 crianças e 12 foram infectadas com o vírus na instituição, porém algumas crianças que não frequentam a creche também foram atingidas, através de contatos secundários com alunos da creche.

O filho de Talita Paranhos, de apenas 10 meses de idade, foi um dos contagiados pela doença. Segundo a mãe, os sintomas, como febre e caroços pelo corpo, começaram a aparecer na última quinta-feira (12). A mãe relatou que o filho não frequenta a creche, mas esteve na casa de uma das crianças que estuda na instituição, por isso mesmo sem ter contato com a criança ele contraiu a síndrome.

A mãe levou o filho ao Pronto Atendimento de Cachoeira do Campo, no sábado (14) porém o médico não confirmou o diagnóstico de mão-pé-boca, mesmo após a paciente relatar sobre o surto. O profissional informou que se tratava apenas de uma alergia ocasionada pela fralda descartável e receitou uma pomada para o caso. Como o bebê não apresentou melhoras no quadro, a mãe o encaminhou para uma segunda consulta, no domingo (15) dessa vez na UPA de Itabirito, onde a síndrome contagiosa foi confirmada pelo pediatra, que passou os remédios corretos e as orientações de alimentação e isolamento para contenção da doença.
Talita afirma estar muito indignada com o atendimento e o diagnóstico falho realizado na UPA de Cachoeira do Campo. “Eu fiquei muito preocupada com meu filho e também muito revoltada, pois o médico aqui de Cachoeira deveria saber do surto, então ele poderia ter tido um pouco mais de boa vontade ao atender meu filho, pois ele nem examinou a criança, ele só viu uma foto que eu mostrei e depois não pediu para ver os caroços pessoalmente. Aí tive que ir em outra cidade procurar ajuda, tive gastos, pois aqui eles não foram capazes”, destacou.

A reportagem do Jornal O Liberal conversou com outras duas mães, que preferiram não se identificar, mas que também enfrentaram o problema com seus filhos e demonstram preocupação com a situação extraordinária.

A Prefeitura de Ouro Preto informou em nota que a responsável pela epidemiologia no município, Mercês Melo, esteve presente na creche para realizar uma reunião com todos os pais. Na ocasião, a profissional fez a entrega de apostilas contendo todas as informações para orientar os pais sobre a doença. Acrescentaram ainda, que todas as crianças afetadas pela síndrome foram afastadas e tratadas. Além disso, afirmaram que o local passou por limpezas e adequações e que a situação já está controlada. 

Transmissão e Medidas Preventivas

A transmissão da síndrome mão-pé-boca pode ocorrer tanto pela via oral, onde há contato com a saliva e outras secreções das vias respiratórias, feridas, alimentos ou objetos contaminados quanto via fecal-fezes de pacientes infectados. A pessoa recuperada pode ainda transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.

Certas precauções podem ajudar a reduzir o risco de infecção com a doença mão-pé-boca, como por exemplo, lavar as mãos com cuidado, desinfetar áreas comuns, manter hábitos de higiene e isolar as pessoas infectadas.

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