04 DE JUNHO DE 2020

Velhice, a plenitude da idade


A cidade e Eu
31 de março de 2020


Por João de Carvalho

ENVELHECER faz parte da vida. Enquanto envelhecemos estamos vivendo. A gente, nesta fase difícil, mas natural, tem sempre que lutar para superá-la com força e dignidade. Envelhecer não é ruir, desmanchar, mas evoluir numa direção natural e inevitável da vida. Dizem os entendidos, especialmente médicos, que o envelhecimento conduz à velhice biológica; o tempo transcorrido conduz à velhice cronológica.  O fato é que envelhecer é uma coisa, ser velho é outra.

Para superar muitos problemas nesta fase da vida, há médicos especializados que apontam meios para facilitar este caminho. A Ciência criou a Gerontologia que se preocupa em preservar o valor humano e a Geriatria que estuda o tratamento dos idosos. “O homem só conseguirá vencer o fator tempo se tomar conhecimento do termo envelhecer. Envelhecer não significa necessariamente a perda das forças, funções ou vitalidade, não é decair, nem é sinônimo de decadência. Velhice só é decadência quando à ela se junta a doença. Mas, velhice não é doença. A doença é que é responsável pela perda de forças, funções e vitalidade do organismo. A doença é anormalidade; é justamente a perda da normalidade. O velho não é um jovem decadente, é antes o jovem desenvolvido e aperfeiçoado pelo tempo, pela experiência e pela consciência da vida. A inatividade é o principal fator de envelhecimento” (Inês Lorenzeti, médica, em “Conselhos”, pág.904).

NÓS ESTAMOS vivendo um tempo difícil, na sociedade atual, em que até os velhos sofrem, além da doença, ataques por parte de marginais, especialmente nas grandes metrópoles ou sejam cidades superpovoadas. Perdeu-se, em várias circunstâncias, o respeito aos mais velhos.  e também às mulheres, talvez por serem mais fracas fisicamente. Causa espanto, vergonha, tristeza e até mesmo horror, quando mulheres são agredidas, nas ruas ou nos lares por bandidos ou parceiros embrutecidos em suas atitudes, chegando-se, até mesmo, à eliminação de suas vidas, injustamente!

Cícero, no auge do Império Romano, escreveu que “A colheita da velhice é a lembrança e a rica provisão de bens, feita nas outras quadras da vida”. Na verdade, o velho tem de sentir prazer em envelhecer e se recusar a tornar-se objeto de compaixão. Seu lema tem de ser: “Eu venci o tempo”. Este sim, seu único inimigo silencioso do que não há como dele fugir. É preciso ânimo, força e natural disposição da pessoa para conviver harmonicamente com ele.  Este século está cheio de preocupações e perigo de morte, mas a sabedoria natural da velhice sabe também como superar as dificuldades.

OS IDOSOS já viveram as fases anteriores com todos seus problemas, preparando-os para uma velhice mais forte, consciente, cheia de sabedoria vivencial. A eterna juventude só é possível se a mente acompanhar a evolução sadia das diversas fases anteriores à velhice. Ser velho, mas de espírito novo. Nós, os mais idosos, prevenimos que “o problema do velho de amanhã, é o hoje. Lembre-se jovem, você amanhã, será velho”. Aa velhice não é doença, é consequência dos anos vividos. A vida é um grande processo natural de transformação, que espero seja consciente, porque ajuda a viver dignamente esta fase da existência. Velhice é a plenitude da idade! 

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