04 DE JUNHO DE 2020

Estamos todos no mesmo barco VII


Ponto de Vista do Batista
24 de abril de 2020


Por     Nylton Gomes Batista

O mundo parou e, com ele, fisicamente, também paramos! Contudo, não se pode parar na esperança de viver, ainda que, relativamente, se tenha vivido muito mais que a grande maioria dos semelhantes. Aí é que entra a utilização do potencial acumulado, ao longo da vida até o momento, na superação dos muitos obstáculos, pois eles não se interpõem na vida de ninguém, sem um propósito. São testes de avaliação do aprendizado que, vencidos com razoável nível de aprovação, constituem forças com as quais avançar, buscar e conquistar novas metas, sabendo que novos obstáculos deverão ser vencidos. Embora constitua o grupo de risco na atual pandemia, a velhice pode e deve ser vivida sem medos e com disposição suficiente para dar apoio moral aos mais jovens, também ameaçados porém ativos como soldados na linha de frente. 

Com raras exceções (nada é perfeito), forçadas pelas circunstâncias, a população tem se comportado de forma exemplar, o que pode estar a contribuir para mais lenta disseminação, quando comparada com a verificada na Ásia, Europa e América do Norte. A população colabora, boa parte do empresariado adota ou participa de iniciativas de combate ao coronavírus, setores governamentais se empenham para, pelo menos, diminuir o impacto da pandemia, uma vez que, ainda não se conhecendo o vírus, não há como combate-lo, diretamente, senão seus efeitos. Todos esses esforços, espera-se, deverão desaguar no achatamento da curva gráfica, que representa a explosão da contaminação, permitindo assim que o sistema de saúde se mantenha em condições de atender a todos. 

Contudo, há um sério problema na contramão das intenções, dos trabalhos e da férrea luta, que se trava em prol da saúde dos brasileiros. Agentes políticos, mesmo no comando de ações requeridas, manobram no sentido de obter vantagens políticas, construindo, junto à opinião pública, imagens desfavoráveis de possíveis opositores em campanhas eleitorais futuras.  Nunca perdem oportunidade de jogar, politicamente, com o direito e a sorte do povo e ainda posam de salvadores. Forças políticas contrárias, fora do poder, oportunistas como sempre se escoram naqueles e tudo fazem para a gerar desestabilidade no governo. É assim que pacatos cidadãos e cidadãs são algemados em logradouros públicos, totalmente vazios de pessoas, só porque ali estavam e questionaram a ordem de voltar para casa. Enquanto isso, pretensos defensores dos direitos humanos soltam bandidos de colarinho branco, sob a desculpa de protegê-los da pandemia. É o cúmulo da incoerência, pois se sabe que presidiários, por sua própria condição de isolamento, estão mais protegidos que toda a sociedade. O que pode levar-lhes o vírus são as visitas. Então que se suspendam as visitas. Essas autoridades não defendem ninguém, porém usam do instrumento legal para inocular no seio da sociedade o vírus da antipatia contra o governo que, até o momento, tem se portado razoavelmente bem, em defesa de toda a população contra a doença, em paralelo com medidas mínimas para a subsistência nas camadas mais vulneráveis. 

Esse tipo de comportamento tem solo e clima favoráveis, nesse sistema político-partidário, facilitador da corrupção, apresentado como democracia que, na verdade, nunca foi. Fosse a democracia aberta, sem partidos, infelizmente ainda não existente, na prática, agentes políticos estariam condicionados à observação da ética, da responsabilidade e honestidade, pois seus atos estariam, continuamente sob o crivo do eleitorado, ao qual caberia o direito de destituí-los, no momento em que alcançassem predefinido índice de reprovação. Na democracia aberta o eleitorado escolhe, elege e também cassa, se o agente político não satisfaz! Agora, durante o recolhimento caseiro forçado, umas das consequências da COVID-19, apresenta-se a oportunidade de se repensar o sistema político em vigor e abrir discussão para substitui-lo, pacificamente, por outro que não comporte a predominância de grupos, de qualquer natureza, mas a vontade do povo, legítimo detentor do poder, segundo o conceito da verdadeira democracia. Agentes políticos devem ficar sob a fiscalização direta do povo e não por intermédio de partidos, os guarda-chuvas da corrupção. 

PARTIDOS POLÍTICOS JÁ FIZERAM MAL DEMAIS À HUMANIDADE!

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