04 DE JUNHO DE 2020

Divorciados, separados, casados de novo


A cidade e Eu
12 de maio de 2020


Por João de Carvalho

TENHO UMA verdadeira admiração pela figura humana do Papa Francisco. Na verdade ele é amado e reverenciado por todo o mundo. Primeiro papa jesuíta da História. Sempre utilizando de gestos e ações simples e populares, como “Lavando os pés de refugiados muçulmanos; guiando um Fiat; transportando as próprias malas; pagando pessoalmente a conta em hotéis... sobre os homossexuais perguntou quem sou eu para julgá-los? E, outras dezenas de atitudes marcadamente de humildade e autodomínio”. Por estes e outros fatos relacionados ao casamento e uso dos sacramentos por divorciados sem, entretanto, firmar posição dogmática sobre tais assuntos, foi severa e injustamente contestado por alguns cardeais tradicionalistas e retrógrados, nestas questões marcadamente atuais.

A igreja, com milhões de fiéis, é a maior organização global que o mundo já viu. Ela, como sempre, enfrentou crises as mais sérias e diversas, através dos séculos, mas é sempre assistida e guiada pelo Espírito Santo. As portas do inferno não prevalecerão contra ela.

O PAPA JOÃO XXIII, que convocou o Concílio Vaticano II “abriu as janelas para o mundo”, mas morreu antes de sua conclusão. Tenho-o também como um dos mais esclarecidos pontífices romanos da atualidade.

A igreja hoje entendo como um regresso aos valores atualizados deste Concílio, sempre ampliando sua visão de mundo atual, com todos os seus valores e problemas com as quais convive, na ânsia de superá-lo, para o bem comum: O Papa Francisco é um homem preparado para enfrentar os problemas mais delicados e difíceis deste início do novo milênio.

“Ao mesmo tempo, as pessoas divorciadas, mas que não voltaram a casar, que frequentemente são testemunhas da fidelidade matrimonial, devem ser encorajadas a encontrar na Eucaristia o alimento que as sustente em seu estado. A comunidade local e os Pastores devem acompanhar essas pessoas com solicitude, sobretudo quando haja filhos ou sua situação de pobreza seja grave.

Aos divorciados que vivem numa nova união é importante fazê-los sentir que fazem parte da Igreja, que “não são excomungados” e não são tratados como tal, pois integram a comunhão eclesiástica. O que fazer com os divorciados que voltaram a se casar, qual porta lhes pode ser aberta? Há uma preocupação pastoral, nesse caso: vamos dar-lhes a comunhão? Dar a comunhão não é uma solução. A solução é a integração. O que a Igreja pretende é que a pessoa se integre na vida da Igreja. Mas há quem diga: “Não, eu só quero comungar”. Como se comungar fosse o mesmo que usar uma fita, um distintivo honorífico. Não. A pessoa deve se reintegrar.

ENFIM, acho que todos nós católicos deveríamos ler do Papa Francisco estes livros fundamentais,  nos dias atuais:  “Quem sou eu para julgar?” e   “Amoris laetitia” ou a   “A alegria do amor”.(Continua em 22/05). 

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