15 DE NOVEMBRO DE 2018

Eleição, democracia e cidadania


A cidade e Eu
01 de novembro de 2018


A ELEIÇÃO, que foi uma escolha, com indicação de cargos a serem ocupados em 2019, nos remete à responsabilidade de tê-la exercida com conhecimento, respeito e consciência. O melhor e mais completo meio de testar a capacidade e o conhecimento de uma pessoa, na defesa de seus direitos políticos, foi dar-lhe o poder de escolha entre os vários meios que estão ao seu alcance. A constituição foi um instrumento oficial de que o eleitor dispôs para garantir o exercício pleno da cidadania, através do sufrágio universal pelo voto direto, secreto, com igual valor para todos, exercendo a soberania popular conforme se lê no artigo 14 da Constituição Federal.

Dias 07 e 28 de Outubro, milhões de brasileiros, movidos pelo espírito de cidadania se encaminharam para as 5.553 urnas, nas respectivas sedes, e exerceram seu direito/dever de votar, escolher, eleger representantes para presidente, governadores, senadores e deputados. Escolher foi ter tido consciência clara, objetiva e certa de quem poderia e deveria representá-lo nos poderes constituídos. O eleitor foi corresponsável pelo resultado da eleição. Boa escolha exigiu conhecimento antecipado das qualidades dos titulares do poder. Eleição não é loteria! Foi saber decidir pelo voto quais foram os melhores para administrar e legislar a favor do bem comum, e não do próprio bem.

O ESCRITOR Elias Canetti, em sua obra “Massa e Poder” escreveu que “O segredo está no núcleo mais interno do poder que “Os que governam são tentados a agir às escondidas para melhor dominar; mais ainda, além do silêncio, recorrem à mentira”. A politicagem muitas vezes se deve à não separação entre o público e o privado, cuja consequência perversa é a corrupção. As condenações de centenas de políticos e administradores, pela Lava Jato, e confirmadas pelo judiciário, até hoje, demonstram esta tese.

Esclarecendo, Marilena Chaui, em “Cultura e Democracia”, lemos que as determinações constitutivas do conceito de democracia são as ideias de:

“a)- Conflito: a democracia respeitou o pensamento divergente. Divergir é inerente à sociedade pluralista. Ela deve trabalhar o conflito possibilitando sempre a discussão e o confronto;

b)- Abertura significa que na democracia a informação circula livremente e a cultura não é privilégio de alguns;

c)- Rotatividade significa tornar o poder na democracia, espaço aberto, sem privilegiar grupo ou classe”.

É preciso que o espaço seja sempre conquistado por quem realmente merece e possa governar com consciência e responsabilidade. A alternância no poder é saudável à democracia.

EM SUMA, participação consciente, conhecimento prévio de candidatos, sua personalidade e programa deveriam estar na consciência do eleitor, para que o exercício do voto livre e consciente surta doravante o efeito que se deseja: eleitos que priorizem o bem comum, com consciência e valorização do voto que o eleitor lhe conferiu nas urnas.

A condição do fortalecimento da democracia encontra-se na politização das pessoas que deveriam deixar o hábito da cidadania passiva, do individualismo, para se tornarem mais participantes e conscientes da coisa pública. Isto foi buscado e protegido com afã pelos eleitores, agora vigiando os eleitos. Que Deus nos ilumine e proteja!



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