08 DE AGOSTO DE 2020

Processo contra o vereador Deyvson Ribeiro é rejeitado pela Câmara de Mariana


Mariana
01 de julho de 2020


Por sete votos, o plenário decidiu pelo arquivamento do relatório, que suspendia as atividades do parlamentar por 30 dias

Por Glauciene Oliveira

Após 32 dias em análise, o processo contra o vereador Deyvson Ribeiro foi apresentando ao plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Mariana, que decidiu pelo seu arquivamento. A decisão foi tomada durante a 21ª Reunião Ordinária, realizada nesta segunda-feira (29).

Deyvson estava sendo investigado por suposta quebra de decoro parlamentar, após ter sido filmado com uma arma de fogo durante a 16ª Reunião Ordinária da Câmara de Mariana, realizada de forma remota, no dia 25 de maio.

A Comissão Especial de Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, responsável por avaliar o caso, foi composta pelos vereadores Cristiano Vilas Boas, Gerson Cunha e Ronaldo Bento e nomeada pelo presidente da casa, Edson Agostinho.

O grupo classificou a ação de Deyvson como “falta de porte médio”. Como punição a comissão havia definido a: “suspensão de suas atividades parlamentares por 30 dias, no próximo mês de agosto de 2020, uma vez que julho é recesso parlamentar, sem percepção do referido subsídio do mês e a verba indenizatória do referido período. Permanecendo intactas e assumidas por essa casa as despesas do seu gabinete e gastos com pessoal”.

No relatório, a comissão destacou que o vereador agiu de forma “indecorosa e deselegante” e que por isso ele deveria ser punido de forma exemplar. “Precisamos dar e servir de exemplo, não apenas para nossos sucessores, mas, sobretudo para nossos representados que esperam muito de nós”.

Já em seu relatório de defesa, o parlamentar afirmou que manuseou a arma sem perceber que a webcam estava ligada. “Foi um ato intuitivo para manutenção e limpeza de sua arma e que não ostentou ou mostrou de forma proposital a ninguém. E que sua arma é devidamente legal”, acrescentou.

O vereador Geraldo Sales (Bambu) um dos sete parlamentares que rejeitaram o relatório, pontuou os motivos que o levaram a pedir o arquivamento do processo, embasando sua decisão nos artigos 44, 45 e 46 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Mariana. “Não poderia o presidente da Câmara nomear comissão especial sem a deliberação do plenário, conforme o artigo 44. Não posso ser a favor de uma decisão sem embasamento legal”, explicou.

Além de Geraldo, também foram contrários ao relatório os vereadores: Adimar Cota, Antônio Marcos, Bruno Mól, Daniely Santos, José Jarbas e Marcelo Macedo. Já os parlamentares Cristiano Vilas Boas, Gerson Cunha, Juliano Duarte e Ronaldo Bento votaram a favor. João Bosco se absteve e Fernando Sampaio não compareceu à reunião.

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