08 DE AGOSTO DE 2020

Comerciantes marianenses fecham MG-129 em protesto pela reabertura dos comércios


Mariana
27 de julho de 2020


O funcionamento dos comércios considerados não essenciais está suspenso desde a última terça-feira (21)

Por Glauciene Oliveira

Na manhã desta segunda-feira (27) comerciantes de Mariana interditaram a rodovia MG-129, com objetivo de reivindicar a reabertura dos comércios classificados como não essenciais. Os protestos da classe estão acontecendo desde a última terça-feira (21) data em que foi publicado pela Prefeitura o decreto que apresenta as novas diretrizes de funcionamento dos estabelecimentos durante a pandemia do coronavírus.

De acordo com o Presidente da ACIAM, Renato Cunha, o protesto desta segunda foi organizado por comerciantes independentes, mas a entidade apoiou a iniciativa.

A rodovia que foi interditada pelos manifestantes liga o município de Mariana à mineradora Samarco e outros grandes empreendimentos da cidade que estão liberados para funcionar durante a pandemia. Renato explicou que o local foi estrategicamente escolhido. “O manifesto de hoje foi pra podermos entender os motivos da suspensão das nossas atividades, pois se existe uma contaminação dentro das companhias (mineradoras) por que elas podem funcionar e nós (comércios) não podemos? Nós só estamos querendo nossos direitos de forma igualitária. Só queremos poder trabalhar, e claro, sempre mantendo a segurança e respeitando as normas de saúde”, destacou.

Também nesta segunda, a classe se reuniu com representantes do poder executivo e das mineradoras que atuam na cidade, Vale e Samarco. De acordo com Renato, o encontro, que aconteceu na Prefeitura de Mariana, teve como objetivo solicitar apoio às empresas e ao poder executivo na tentativa de pressionar pela reabertura dos comércios e manutenção financeira dos estabelecimentos.

Em suas redes sociais, o Vice-prefeito, Newton Godoy, reafirmou o apoio aos comerciantes e à liberação do funcionamento dos comércios. “Já nos posicionamos contrários a esta decisão, por termos confiança de estarmos seguindo todas as ações recomendadas pelo comitê gestor de saúde. Desde que foi implantado o plano de retorno gradual, todos os comerciantes se empenharam em seguir as recomendações, não somente do comitê mas também da OMS, que orienta sobre todas as medidas e formas de segurança a serem tomadas nestes casos, preservando a vida dos trabalhadores, bem como dos cidadãos”, salientou.

Além disso, Newton acrescentou que ainda hoje irá até Belo Horizonte para tentar negociar a flexibilização com o Governo do estado. “Não deixaremos de buscar alternativas para que os nossos empresários não sofram ainda mais com as medidas que estão sendo impostas”, finalizou.

O presidente da ACIAM afirmou que nos próximos dias outros protestos e reuniões podem acontecer. 

A Decisão Judicial

O fechamento dos comércios não essenciais foi determinado pela Juíza de Mariana, Marcela Oliveira Decat, através de uma ação impetrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

De acordo com a decisão judicial, o poder executivo deverá seguir a Deliberação Nº 17 do Comitê Extraordinário COVID-19, determinada pelo Governo de Minas Gerais.

O decreto prevê a suspensão de serviços considerados não essenciais, entre eles, bares, restaurantes, lanchonetes, salões de beleza, academias, clubes, espaços de realização de eventos, lazer e recreação e entre outros que tenham circulação ou potencial aglomeração de pessoas.

Após a decisão judicial, a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Mariana (ACIAM) convocou os comerciantes marianenses para participarem de uma manifestação pacífica em favor do funcionando de todos os comércios locais. Os trabalhadores percorreram as ruas do centro de Mariana carregando cartazes e defendo a ideia que “todos os comércios são essenciais”.

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