08 DE AGOSTO DE 2020

Estamos todos no mesmo barco XXI


Ponto de Vista do Batista
29 de julho de 2020


Por Nylton Gomes Batista

Conforme já dito, há males que vêm para o bem. É o caso desta pandemia que, embora venha a enlutar muitas famílias em todo o globo e tenha devastado a economia, pode abrir as portas à humanidade para uma nova visão da vida; vida que, sem descartar conquistas materiais, avanços tecnológicos e conforto, redescubra os verdadeiros e mais profundos valores do espírito humano. Sim, porque o indivíduo e a coletividade podem ter o melhor para si, em tudo que busquem e para o qual se capacitem, desde que suas aspirações não suplantem o ser em sua identidade com todas as qualidades, que lhe são inerentes, mas, infelizmente, abafadas pelo ter material. 

Forçadas pelas circunstâncias adversas pessoas, em todo o mundo, experimentaram ou ainda experimentam o isolamento social, condição que permite recolhimento e reflexões. Isso as tem levado a rever posições diante da vida como indivíduos e como personagens participantes do drama humano. Numa girada pelas redes sociais, sites e blogs, na internet, é possível coletar estudos, depoimentos, impressões e informações sobre o como e quanto a pandemia tem contribuído para mudanças de atitude, para melhor, depois de considerados e analisados vários pontos da situação. Sabendo-se que a situação de pandemia não atinge a todos de forma igual, sendo o impacto diferenciado em vários aspectos, pode-se afirmar que os resultados também serão, possivelmente, os mais variáveis. 

Ocorre-me, agora, caso pessoal de cidadão, na Espanha, durante o auge do distanciamento e isolamento social. Ao contrário do que acontece, no Brasil, na Espanha houve fase em que o cidadão ficou proibido de botar a cara fora de casa, exceção feita em casos muito especiais. O cidadão, em questão, sentia-se como trancafiado atrás das grades, desesperado e à espera do alvará judicial, que o libertaria. Ele era criador de pássaros e, naquela situação, percebeu o quanto prejudicava as aves, tirando-lhes a liberdade de voar. Não teve mais dúvidas: abriu todas as gaiolas, liberando seus ocupantes e. para dificultar a reincidência, quebrou-as também! 

Esta é apenas uma lição, a ser assimilada e que, aplicada, resultará em melhor interação com a natureza, mais respeito à diversidade biológica. A impossibilidade de trabalhar e assim gerar recursos, para o próprio sustento, levou e leva muita gente à penúria, o que tem despertado sentimento de solidariedade em outros menos impactados. As pessoas têm chegado à conclusão de que o compartilhamento pode ser a garantia de sobrevivência, estando em grupo, este por sua vez, igualmente, sob os riscos que representam a pandemia; nem o orgulho e nem a insensibilidade social merecem ocupar lugar na mente, de quem quer que seja, nos momentos de sofrimento em comum. Descobre-se que estamos todos em rede, não importa a condição social, uns a depender dos outros! 

De acordo com especialistas, o novo coronavírus/COVID-19 pode ser alerta sobre a possibilidade de outras pandemias, ainda mais devastadoras, o que deveria colocar lideranças mundiais e governos locais em permanente estado de alerta e, ao mesmo tempo, fazê-las assumir e desenvolver políticas concernentes à saúde pública. No campo individual, a imunidade é fator a receber atenção especial, sabendo-se que ela se constitui em estado preventivo contra infecções, embora a população, nem sempre, esteja consciente disso. O brasileiro, ao longo do tempo, vem se descurando de sua imunidade com o desvio de uma alimentação regular e natural para o consumo de alimentos inadequados à uma dieta satisfatória, que deveriam ser tomados, eventualmente, para satisfazer o paladar. A exemplo de outros modos, copiados do estrangeiro, o brasileiro refuga produtos naturais locais, costuma fazer pouco da culinária nacional, para ingerir alimentos estranhos, pouco nutritivos, e adotar pratos de outras culturas e natureza climática adersa. Para o bem da saúde, é preciso aprender que alimentar-se não é questão de vaidade, nem somente de satisfazer ao paladar e de encher o estômago. 

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