08 DE AGOSTO DE 2020

Todos de olho no Rio Itabirito


Itabirito
31 de julho de 2020


Grupo de Trabalho liderado pela Prefeitura realiza monitoramento sistemático do rio, visando sua proteção e melhoria na qualidade da água

Por Alexandre Farid

De olho na sustentabilidade, a Prefeitura passou a fazer o monitoramento contínuo da qualidade da água do Rio Itabirito. Até abril deste ano, esse trabalho era realizado somente no caso do surgimento de distúrbios, como mudança de cor da água, odor desagradável, ou a partir do recebimento de alguma denúncia. “Com o monitoramento regular, pode-se detectar problemas antes mesmo da situação se agravar”, explica o geógrafo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ícaro Brito.

O monitoramento é realizado por técnicos da Prefeitura, a partir de um trabalho maior feito em conjunto por um Grupo de Trabalho (GT), composto por representantes do poder público, empresas e sociedade civil organizada. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano, que compõe o GT, afirma ser o Rio Itabirito o maior patrimônio da região, por considerá-lo responsável pela manutenção da vida econômica, social e ambiental, e ainda por ajudar no abastecimento de boa parte da capital. “Monitorar essa água é garantir a qualidade e abundância desse valioso recurso para as próximas gerações, portanto, o Rio Itabirito é um sinalizador para o futuro”, declarou Polignano.

Ainda na condição de projeto-piloto, a atividade contempla seis pontos de monitoramento ao longo da bacia do Rio Itabirito, desde o Ribeirão Silva, nas imediações da BR 040 (próximo ao Água Limpa), passando pelo Ribeirão Mata-Porcos, até a Praça dos Correios, no centro da cidade. Ícaro Brito adianta que a intenção é de ampliar o monitoramento para 18 pontos, incluindo as áreas urbanas, assim como diversificar os parâmetros a serem analisados.

As amostras de água coletadas são enviadas aos laboratórios do Saae para análise dos parâmetros de PH, turbidez, cor, ferro e manganês. Também são agregados dados climatológicos, como a pluviosidade, de extrema importância nesse processo, uma vez que interfere na autodepuração do rio, que é capacidade de restaurar suas características ambientais naturalmente, devido à decomposição de poluentes.

A prefeitura apresentou a proposta de ampliação das análises de água para o Comitê de Bacia do Rio Itabirito. Com a aprovação de recursos vindos da agência Peixe Vivo, poderão ser ampliados os pontos de monitoramento, realizar análises laboratoriais com mais parâmetros físico-químicos, e promover ações de educação ambiental. “O Rio é um ser vivo e merece viver com qualidade e alegria", destaca o secretário municipal de meio ambiente, Frederico Leite.

O monitoramento regular ajuda, ainda, a indicar ações de proteção do rio, visando o cumprimento dos parâmetros ditados na legislação ambiental. Entre essas ações, destaca-se a construção de barraginhas para impedir entrada de material provindo de estradas rurais, como as que estão em andamento no distrito de São Gonçalo do Bação.

O monitoramento também sinaliza a necessidade de recuperação da mata ciliar que protege os cursos d'água de processos de assoreamento, melhoria nos sistemas de saneamento, impedindo a entrada de efluentes de atividades industriais, comerciais e até residenciais, entre outras medidas. “Quando alguma irregularidade é detectada pelo monitoramento, a equipe de fiscalização da Semam é acionada e, então, são feitas diligências no sentido de encontrar as fontes do distúrbio e, caso seja fruto de atividade indevida, autuar os responsáveis”, acrescenta o geógrafo.

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