19 DE DEZEMBRO DE 2018

Dois vereadores de Itabirito são cassados e suplentes tomam posse


Itabirito
30 de novembro de 2018
Foto de Romeu Arcanjo

Os vereadores José Maria (MDB) e Rocha do PT (PT) foram cassados pela Justiça Eleitoral, condenados à perda do mandato e a inelegibilidade por oito anos. Na noite da terça-feira (27) os suplentes Nilson Esteves Lopes, o Nilson Tem Tudo (PPS) e Gilmar Alfenas, o Gilmar Capoeira (PSD) tomaram posse durante cerimônia na Câmara de vereadores de Itabirito.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais considerou que houve abuso do poder econômico em gastos na campanha eleitoral nas Eleições de 2016 de Zé Maria e de Rocha. A ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e ambos perderam em primeira e segunda instância.

Com a perda do mandato, os suplentes vereadores Nilson Tem Tudo e Gilmar Capoeira assumiram as cadeiras que eram ocupadas pelos vereadores Zé Maria e Rocha do PT respectivamente.

Durante a posse, o vereador Nilson disse não ser de oposição ou situação, mas destacou sua amizade com o prefeito Alex Salvador (PSD), que esteve presente durante a posse. Gilmar, por sua vez, agradeceu e afirmou ser de situação, mas que acima de tudo é o vereador do esporte.

A solenidade contou com as presenças do presidente do PPS, Orlando Caldeira; do presidente do PSOL, Pedro Ayres; de familiares e amigos de ambos os empossados.

Entenda

O limite de gasto, durante a campanha municipal em 2016 para um vereador em Itabirito era de R$ 16.489,22. Contudo, Zé Maria teria gasto R$ 11.566,85 a mais que o permitido.

Rocha também teria gastado além, R$ 5.631,56 a mais que o permitido. Ele chegou a pagar uma multa à Justiça Eleitoral, mas mesmo assim, o MPE não retirou a ação que propôs contra ele.

As ações contra os dois vereadores foram propostas pelo MPE a partir do momento que as contas de campanha de ambos não foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Os vereadores Zé Maria e Rocha disseram que só se pronunciarão depois de julgado o recurso impetrado por eles. Mas em abril do ano passado, durante reunião, na época Zé Maria como presidente, o assunto chegou a ser pauta durante uma das reuniões ordinárias. Na época, ambos os vereadores reconheceram que houve um erro contábil na prestação de contas. Zé Maria afirmou que não fez nada errado e que foi um erro contábil do responsável pela prestação de contas. “O mais importante disso tudo é que se eu tiver que pagar por isso, vou ser o mesmo Zé Maria, independente do resultado vou ajudar o povo da mesma forma, me sinto bem em ajudar as pessoas”, destacou.

Rocha também se pronunciou sobre o assunto, mas disse que no momento prefere o silêncio, mas disse naquela época, que se caso eles perdessem o mandato, não serio o fim. “Tanto no meu caso quanto no seu (Zé Maria) é um prazer estar no parlamento, mas não é a nossa última opção. Você tem seu negócio, é um empresário bem sucedido, eu sou concursado, no Estado e na Prefeitura, sou professor, então a tempestade vai passar”.



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