05 DE JUNHO DE 2020

Primeiro os meus; os teus, que o diabo os tenha!


O Berro do Bode Zé
21 de dezembro de 2018


“Le Brésil n'est pas un pays sérieux” (o Brasil não é um país sério). Isso teria sido dito pelo então presidente da França, Charles de Gaulle, início dos anos 60, por ocasião do episódio quase bélico, que ficou conhecido como Guerra da Lagosta. Brasil e França quase foram às vias de fato, depois que barcos pesqueiros franceses foram flagrados a pescar lagostas, clandestinamente, nas costas de Pernambuco. Ambos os países (a França primeiro) chegaram a mobilizar forças, mas, felizmente, o incidente foi contornado, diplomaticamente, ainda que com muitas inconstâncias nos despachos do Itamaraty para a embaixada brasileira em Paris. Como mentira tem pernas curtas, sabe-se, hoje, que tal frase não foi dita em francês e muito menos pelo presidente de Gaulle. Teria sido proferida pelo próprio embaixador brasileiro, como desabafo pela falta de firmeza do corpo diplomático brasileiro, sentida no desenrolar dos fatos. Jornalista brasileiro credenciado junto à embaixada transmitiu à redação do seu jornal, no Rio, o que ouvira do embaixador em reunião social. Foi em solo brasileiro que, por molecagem da redação, confirmando a não seriedade aludida, a frase foi atribuída ao presidente de Gaulle. Dita ou não dita a frase, por um zé mané ou pelo papa, o fato é que o comportamento de alguns brasileiros, de olho sobre o próprio umbigo, leva todo o mundo a duvidar da seriedade de todos nós outros. Temos ainda, na boca, o gosto amargo da decisão presidencial que concedeu dezesseis por cento de reajuste nos subsídios da mais alta corte, desencadeando aumentos nas folhas de pagamento, oficiais, em todo o país. É conta das brabas, que todo o povo terá que pagar! Além disso, por serem vésperas da posse de novo governo com promessas de novos rumos para o país, o irresponsável reajuste pareceu encomendado como pedra no caminho de quem vem aí. No caldeirão de fel, que é o reajuste, o corporativismo sinalizou com a adição de uma colherinha de mel, representada pela renúncia ao auxílio de moradia aos juízes; troca velhaca para não dizer imoral! É o princípio do “as favas com a ética e os escrúpulos”, quando se trata de alimentar os bolsos! Agora, consumado o desastroso reajuste, o mesmo corporativismo tenta voltar atrás e recuperar o auxílio moradia, oferecido em troca. Que é isso, se não deslavada molecagem? É isso próprio de gente séria?

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