17 DE JUNHO DE 2019

Perseguição policial termina com disparos e homem é atingido em Ouro Preto


Ouro Preto
11 de janeiro de 2019

Condutor do veículo não obedeceu ordem de parada dos policiais e furou vários bloqueios durante a fuga. Familiares questionaram hematomas

Na noite de sábado (5) dois carros colidiram próximo ao supermercado Cooperouro, no bairro Novo Horizonte, em Ouro Preto. A Polícia Militar foi acionada e um dos condutores envolvidos, que estava com um passageiro, iniciou uma fuga, que resultou em uma perseguição policial com disparos de tiros. O caso assustou moradores da cidade e gerou uma série de boatos na internet. A Polícia Militar conversou com a reportagem de O Liberal para falar sobre o assunto e também dos questionamentos de familiares a respeito das lesões sofridas pelo condutor, que segue internado.

O Tenente Veríssimo, assessor de comunicação do 52º Batalhão da Polícia Militar, explicou que, segundo o Boletim de ocorrência, o episódio teve início com o acidente de trânsito próximo a Cooperouro. “Numa abordagem simples, após informação de uma colisão, o condutor de um veículo Saveiro não respeitou a ordem de parada para abordagem policial. Neste primeiro momento, o condutor, junto com um passageiro, evadiu sentido Mariana, acompanhados pela viatura, que comunicou a fuga na rede de rádio da PM”, esclarece o Tenente, que também falou dos cercos e bloqueios montados na tentativa de interceptar o condutor. “Foram montados cercos e bloqueios em Passagem de Mariana e no trevo de acesso à Mariana, e todos foram rompidos por esse condutor, que pela contra mão de direção, conseguiu esquivar dos policiais”, completa.

Continuando a fuga, o condutor conseguiu retornar a Ouro Preto já acompanhado por diversas viaturas, ultrapassando ainda outro bloqueio, onde neste os policiais já estavam do lado de fora da viatura. “Neste momento inclusive, ele tentou atropelar os militares seguindo em fuga e colidindo com uma viatura que tentou interceptá-lo. Mesmo assim, conseguiu ainda fugir e só então, numa ação estratégica, as viaturas da Polícia Militar fecharam as vias públicas e com isso ele ficou sem nenhuma rota. Eles ainda saíram do veículo tentando evadir do local a pé”, relata o Tenente Veríssimo.

Um membro da família do condutor, que preferiu não se identificar, disse que a fuga se deu por medo da reação da polícia. Segundo ele, os familiares não isentam o envolvido da sua responsabilidade, mas questionam a ação policial para com o condutor e o passageiro do veículo em fuga. “Ele não respeitou o bloqueio com medo de perder a carteira, que está vencida. Em meio à fuga, os policiais começaram a atirar contra eles, que com mais medo ainda, continuaram a fugir. Dessa forma, tentaram um local mais movimentado para se entregarem, para preservar a integridade física”, conta o familiar, que ainda ressalta que depois de serem pegos e o condutor ser atingido por um tiro, que acertou as nádegas, foram algemados e agredidos pelos policiais.

O irmão contestou a versão policial sobre os machucados do motorista e passageiro. “A Polícia Militar alega que os machucados teriam sido por colisões ao logo do trajeto, o que a família contesta, pois já tiramos a caminhonete do pátio da Delegacia e não vimos nada disso, apenas um esbarrão e várias marcas de tiros no carro”, contrapõe.

O tenente Veríssimo, respondeu as acusações e disse que somente um procedimento mais detalhado vai determinar em qual momento o condutor e o passageiro sofreram as lesões corporais. “É importante ressaltar que toda essa perseguição poderia ter sido evitada se o condutor tivesse obedecido a abordagem. E em relação as lesões, somente um procedimento mais investigativo e detalhado poderá determinar em qual momento os indivíduos chegaram a sofrer lesão corporal, pois foram muitos rompimentos de cercos policias, com viaturas e uso de força para contê-los”.

Disparos

O Tenente Veríssimo falou sobre os disparos efetuados pelos policiais durante a perseguição. “Foi necessário o uso da força militar, principalmente em momentos que militares, postados em questão de cerco, se sentiram com a integridade física em iminência de ser violada, uma vez que, segundo o boletim de ocorrência, o condutor teria direcionado o veículo com intuito de atropelar os policiais. Houve disparos de menor potencial ofensivo, assim como disparos de munição letal”, afirma.

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