24 DE ABRIL DE 2019

O pesadelo se repete


O Berro do Bode Zé
01 de fevereiro de 2019


Três anos mal se passaram, desde o rompimento da barragem na localidade de Bento Rodrigues, no município de Mariana, e todo o país é sacudido, novamente com acidente semelhante, no município de Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Por que rompem as barragens? Cabe a profissionais competentes, por instância do poder público, analisar e dar a resposta, se não a correta, a mais próxima possível da verdade, para que então se julguem os culpados, se houver, e se façam reparos às vítimas, lamentando-se as mortes porque para essas não há reparo. No primeiro momento, o cuidado é com as vítimas, na minoração do sofrimento, embora se saiba que maior ele será quando para o restante da população a vida voltar á normalidade. Afora problemas circunstanciais, inevitáveis nesses casos, o primeiro momento tem sido conduzido de forma exemplar com a participação do poder público, da comunidade e da própria empresa, assim como foi em Bento Rodrigues. Lamenta-se é a repetição do pré-julgamento da empresa por parte da mídia, quando ainda não se conhecem as verdadeiras causas do acidente, e, por que isso ou aquilo não funcionou. Tragédias como a de Brumadinho e também a de Bento Rodrigues não podem ser avaliadas, em suas causas e/ou possíveis culpados, sem uma profunda, onerosa e demorada investigação, sob o risco de não se chegar à verdade requerida. Portanto, rótulos de culpabilidade, apontados para quem quer seja, são prematuros, impertinentes e que servem apenas para tumultuar o momento de comoção; quando famílias atingidas pela tragédia requerem mais atenção, sob todos os aspectos, desde o psicológico até alimentação, passando pelos fatores abrigo, saúde, recuperação de documentos, gradativa recuperação do patrimônio. Resumindo, trata-se de recuperar a vida de cada um dos sobreviventes e das famílias, diretamente atingidas pela perda de algum dos seus membros. Sabe-se que, passado o momento de impacto, muito mais ainda sofrerão as vítimas, quando o mundo à sua volta iniciar o retorno à normalidade. No momento, não falta o pão, o prato de comida, o colchão onde dormir ou o ombro onde chorar. Depois disso, as coisas mudam... e é bom que estejam preparados!

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