21 DE JULHO DE 2019

Hindalco fala sobre segurança e monitoramento da barragem de Marzagão


Ouro Preto
15 de fevereiro de 2019
Mina de Marzagão atualmente

A segurança de barragens de rejeito virou pauta constante após o ocorrido em Brumadinho, na Mina Córrego do Feijão, da Vale. Em Ouro Preto, a situação preocupa moradores e autoridades, visto que a cidade abriga 33 barragens. Uma delas é a do Marzagão, localizada no bairro Saramenha e de responsabilidade da Hindalco. Para falar sobre o monitoramento e a segurança da barragem, a empresa convidou a imprensa local para entrevista na quarta-feira (13) no Centro de Vivência da empresa.

Técnicos da Hindalco fizeram uma apresentação sobre a estrutura da barragem e esclareceram sobre a segurança e como é o monitoramento do local. O engenheiro civil Sidnei Rossi, técnico responsável pela barragem, diz que não há riscos na região e que equipamentos geotécnicos garantem a inspeção diária do local. “Nós temos uma quantidade grande de instrumentos geotécnicos e topográficos, equipe treinada e especializada para fazer inspeções rotineiras e todo um trabalho de manutenção. Além disso, temos um banco de dados registrados desde 1974. Isto nos dá bastante segurança e tranquilidade para condução dos trabalhos que atestam a manutenção da estabilidade do controle dos rejeitos”, afirma.

A coletiva de imprensa foi agenda após uma reunião entre os representantes da empresa e a comunidade, ocorrida no dia 30 de janeiro. Entre os assuntos debatidos nesse dia, a população queria saber qual o Plano de Atendimento Emergencial (PAE) da empresa e o Plano Hipotético de Ruptura, estudo define quais áreas seriam inundadas, em caso de rompimento. Na ocasião, a empresa disse que já tinha elaborado e apresentado o PAE para a Defesa Civil de Ouro Preto e que estava elaborando o plano hipotético de ruptura, a ser entregue no prazo de 30 dias. Na ocasião não foi concedida entrevista à imprensa, que na quarta, pôde fazer os questionamentos.

Desde dezembro do ano passado, a Hindalco utiliza o filtro prensa, uma tecnologia que trata o rejeito praticamente a seco, eliminando o uso da barragem desde então. Mesmo Marzagão não sendo utilizada, sua existência causa medo e apreensão na comunidade. “O plano será apresentado para Defesa Civil e os órgãos competentes e a partir daí será traçada uma estratégia de comunicação onde, provavelmente a Defesa Civil levará a conhecimento público as ações que deverão ser tomadas para o caso hipotético dessa ocorrência”, ressalta Rossi.

O prazo para entrega de todas as exigências da legislação pela empresa para a Defesa Civil é de até 1º de março.

Visitação

Caso algum morador tenha interesse em visitar a Barragem, basta entrar em contato com a empresa pelo número 3559-9000 e agendar uma visita.

O descomissionamento da barragem de Marzagão pode levar de três a cinco anos, de acordo som os técnicos. A medida nada mais é do que devolver o espaço utilizado para o depósito de rejeitos para a natureza. A exemplo dessa ação tem-se o Parque Municipal das Mangabeiras, em Belo Horizonte. O local é a maior área verde da capital mineira e já foi uma mina de mineração da Ferrobel, entre as décadas de 1960 e 1970. Ainda hoje existe um britador usado nessa época, que fica na Praça de Eventos.

Em 1982, de acordo com site Minas Jr., foi inaugurado um projeto paisagístico do local, elaborado por Roberto Burle Marx e sua equipe. Hoje, a paisagem verde foi resultado da revegetação de Cerrado, Mata Atlântica e Campos de Altitude.

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