25 DE MAIO DE 2019

Atraso nas contratações de profissionais da educação causa transtorno a pais e responsáveis de alunos em Mariana


Mariana
22 de fevereiro de 2019
Foto de Michelle Borges

Secretária de educação disse que muitos profissionais desistiram do cargo

Pais de alunos da rede municipal de ensino de Mariana participaram da reunião de vereadores na segunda-feira (18) para falar sobre a falta de profissionais da educação. Segundo eles, a falta de monitores nas creches, principalmente, ocasionou diversos transtornos, como a insegurança de mandarem seus filhos para escola. A secretaria de educação de Mariana afirmou que o problema já foi sanado com a convocação de novos profissionais selecionados pelo processo seletivo simplificado.

Durante a Tribuna Livre, mães fizeram o uso da palavra para relatar os problemas que se estenderam por mais de uma semana. “O meu filho foi diagnosticado com autismo, ele precisa de acompanhamento na escola e a prefeitura nunca entrou em contato para falar sobre a falta de monitores. Desde o início, eu trouxe os laudos, trouxe tudo, para resguardar o meu filho. Quando eu fui à “escolinha”, é que fui saber que já não tinha monitora, mas, mesmo assim não questionaram. Eu deixei ele na creche e durante uma semana foi tudo “ok”. Mas quando foi na sexta, ele se machucou, porque ele corre, sai da sala, e, realmente, precisa de uma monitora para ele. Eu prefiro resguarda a integridade do meu filho a seus direitos. Não culpo a escola. Mas uma providência tem que ser tomada”, pontua a mãe Vanessa Magalhães.

Sobre o acidente relatado por Vanessa, a secretária de Educação, Aline Oliveira, relata que entrou em contato com a direção da creche Casinha de Nazareth, para se inteirar dos acontecimentos e que uma ata será escrita junto com a mãe. “Por um momento, a criança bateu o olhinho em um corrimão, mas não teve nenhuma reação. Inclusive, a criança nem chorou, teve um comportamento normal durante sua permanência na creche”, esclarece Aline.

A coordenadora de Educação Inclusiva em Mariana, Patrícia Souza, também se pronunciou sobre o assunto. “Os pais da criança decidiram deixar o aluno na creche  para que ele pudesse passar por um processo de adaptação. Com o acidente o pai esteve na creche e disse que não foi nada sério. Então a direção da creche os orientou a aguardarem a contratação dos monitores”, conta Patrícia.

Bianca Martins, mãe de uma aluna da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mariana, também expos sua preocupação com a falta de monitores. “Nós viemos aqui hoje com o intuito de procurar uma solução, porque estamos com um grande déficit de profissionais da instituição, a qual vem “empurrando” desde novembro, quando a direção da instituição enviou um documento  para a secretaria de educação. Houve aí, não sei se um desvio de informação, e gerou esse distúrbio todo para o início do ano letivo de 2019. No entanto, nossos alunos não podem frequentar a instituição devido a essa falta de professores e monitores”, relata Bianca.

Na semana passada, a prefeitura de Mariana publicou uma nota informando que muitos dos profissionais convocados no Processo Seletivo Simplificado não compareceram na chamada e outros desistiram do cargo. “Nós precisávamos de 130 contratos para atender a demanda da secretaria envolvendo todas as disciplinas: pedagogos, nutricionistas e outros. Nós não conseguimos atender à demanda, porque muitos não compareceram, e tivemos desistência, e para agravar ainda mais a situação, muitos servidores apresentaram atestado médico no início do ano letivo”, esclarece Aline Oliveira, secretária de educação de Mariana. 

Nesta semana (19 e 20), devido à falta de comparecimento dos aprovados, um processo de designação foi publicado, de acordo com a Secretária. “Mesmo com a segunda chamada dos aprovados, não conseguimos suprir a demanda e então tivemos que analisar a legalidade da designação, uma vez que temos um processo seletivo vigente. Somente depois do parecer favorável da procuradoria e da secretaria de Educação, publicamos a designação. Na terça-feira (19), tivemos o primeiro processo para professores de libras e de monitores de ensino especial. Na quarta-feira (20), o de professores de educação básica e monitores de creche”, ressalta a secretária.

Com colaboração de Gabriel Ferreira

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