25 DE MAIO DE 2019

Quem não tem bunda não se senta!


O Berro do Bode Zé
15 de março de 2019


Da recente sucessão entre a antiga e a nova provedora regional de internet, saiu o empresário anterior a nadar, de braçadas, nos milhões da negociação, enquanto deixava sua fiel clientela em ilha deserta, a ver navios, de longe, sem saber como prosseguir, pois, se antes via o timoneiro, cara a cara, na ilha, nem pode dizer que “tá no mato sem cachorro”, pois nem mato tem. Está só, mesmo! Nem bem os novos donos do pedaço haviam se instalado, um cliente, dos antigos da antiga, necessitou de suporte pois perdera a conexão. Depois de troca de informações, via telefone, ouviu-se de lá que estava agendada uma visita técnica daí a seis dias. – O quê? – foi a reação do lado de cá – “Tais” brincando? A provedora anterior, pioneira do serviço na região, pedia prazo de quarenta e oito horas; e era muito, dois dias de um mês, considerando-se que tempo é dinheiro. O agendamento foi comunicado como se equivalesse a dizer: dentro de duas horas um técnico estará aí para atendê-lo. Um absurdo, coisa que só acontece em país subdesenvolvido, onde falta educação e sobra corrupção, onde se reclama contra tudo e contra todos, mas na hora do “pega pra capá” todo mundo cai fora: não vi nada, não, senhor! Não é comigo, não, senhor! Não sei de nada! Eu nem tava lá! Como consequência, os mais espertos montam nos trouxas, de tala e espora! O serviço anterior não era ruim, mas com a mudança de dono esperava-se que pudesse melhorar, pois espaço para melhoramentos sempre há. Mas, o que houve foi um salto para trás; três vezes mais o prazo anterior, fixado para um atendimento técnico. Seis dias equivalem a, praticamente, ¼ de mês de trabalho. Nem todo mundo usa internet para brincar, para zoar, fazer fofocas, espalhar mentiras destrutivas e o diabo a quatro, quando se trata de fazer mal ao semelhante. Para grande faixa do público internauta, internet é ferramenta e meio de trabalho. O que os novos “donos da internet regional” estão a pensar? Que estão a lidar com caipiras? Talvez tenham caixa e estejam dispostos a pagar pelos dias parados dos seus clientes e usuários. Quem assume compromisso público de prestação de serviço, vinte e quatro horas/dia e recebe mensalmente de sua clientela, não pode impor uma descontinuidade do mesmo serviço, por período relativamente longo, sem uma contrapartida ao cliente. Isso nem depende de contrato formal entre as partes. Por aqui nunca houve tal prática, que ora se considera abusiva, nem no tempo que conexão com internet demandava ligação telefônica com Belo Horizonte! Pois é! Da terra do Drummond rolou uma pedra, no meio do caminho, entre nós e o mundo! Caras pálidas! Cuidem de trocar a música porque assim o baile não vai continuar! Quem não tem competência não se estabelece, ou, para ser mais curto e grosso, quem não tem bunda não se senta! Berrou e tá berrado!

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