08 DE AGOSTO DE 2020

Representantes da Vale assumem problemas na mineração e apresentam soluções para vereadores de Mariana


Mariana
10 de maio de 2019
Fotos de Michelle Borges

Representantes da Vale do Complexo Mariana participaram da reunião de vereadores na segunda-feira (6) para falar das soluções da empresa na tentativa de diminuir as consequências ao município com a paralisação das atividades da mineradora. A queda de arrecadação e manutenção dos empregos também foram pontos questionados pelos vereadores. Representantes da Defesa Civil da cidade, dos sindicatos Metabase e Inconfidentes também participaram do encontro.

A gerente executiva interina do Complexo da Vale, Heloísa Oliveira, reconheceu os problemas causados e destacou os três principais passos da empresa para minimizar os impactos. “O primeiro passo agora é a segurança das barragens, pois houve uma mudança de padrão com as duas tragédias. O aprendizado veio com muita dor e o objetivo é conseguir os laudos de estabilidade para a continuidade operacional. Outra prioridade são os funcionários, pois entendemos o tamanho da nossa responsabilidade para com essas pessoas e não queremos impactar as rotinas de mudança de horário, capacitando as pessoas, e também temos as designações temporárias. Por último, o aporte de R$25 milhões, como um reconhecimento que a gente tem sim do compromisso com a cidade”, pontuou Heloísa. O aporte é referente a três meses para compensar a queda de arrecadação.

Sérgio Alvarenga, diretor do Sindicato Metabase de Mariana, esclareceu sobre os boatos de que a empresa teria causado a paralisação das barragens, por falta de interesse na exploração em Mina Gerais. “Em uma conversa recente com a diretoria da Vale eles deixaram claro que essa não era a intenção. Mas uma coisa é certa: a produção do norte do país depende da produção de Minas, pois o minério que é produzido em Carajás tem uma característica que combinada com o daqui, agrega mais valor ao produto final, criando volume”.

Sobre as negociações com o sindicato, Valério Vieira dos Santos, vice-presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes, ressaltou que só foi possível depois de muita pressão, e pediu que “antes do final do prazo de um ano garantido pela empresa, que terminará em abril de 2020, é necessário que haja diálogo para renovar as garantias”.

Do complexo Mariana fazem parte as minas de Fazendão, Alegria, Timbopeba e Fábrica Nova. Destas, estão paralisadas as minas de Alegria e Timbopeba, totalizando queda de produção de minério em, aproximadamente, 23 milhões de toneladas por ano, segundo Heloísa.

Mais uma barragem parada

Após determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a Vale teve que suspender as atividades na barragem de Laranjeiras, da Mina de Brucutu, no início da noite de segunda (6). A barragem, que tem o beneficiamento de minério a seco, fica em Barão de Cocais. A mina é a maior do estado e representa 9% da produção nacional da mineradora. A suspensão das operações em Laranjeiras e em Brucutu já havia sido determinada em fevereiro, depois de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público.

Álbum de Fotos

Veja mais













ITABIRITO
OURO PRETO
MARIANA
BRASIL
MUNDO
ARTIGOS
GALERIA
EDIÇÕES
SOBRE NÓS

 CONTATO
       

PARCEIROS