22 DE MAIO DE 2019

Representantes da Vale assumem problemas na mineração e apresentam soluções para vereadores de Mariana


Mariana
10 de maio de 2019
Fotos de Michelle Borges

Representantes da Vale do Complexo Mariana participaram da reunião de vereadores na segunda-feira (6) para falar das soluções da empresa na tentativa de diminuir as consequências ao município com a paralisação das atividades da mineradora. A queda de arrecadação e manutenção dos empregos também foram pontos questionados pelos vereadores. Representantes da Defesa Civil da cidade, dos sindicatos Metabase e Inconfidentes também participaram do encontro.

A gerente executiva interina do Complexo da Vale, Heloísa Oliveira, reconheceu os problemas causados e destacou os três principais passos da empresa para minimizar os impactos. “O primeiro passo agora é a segurança das barragens, pois houve uma mudança de padrão com as duas tragédias. O aprendizado veio com muita dor e o objetivo é conseguir os laudos de estabilidade para a continuidade operacional. Outra prioridade são os funcionários, pois entendemos o tamanho da nossa responsabilidade para com essas pessoas e não queremos impactar as rotinas de mudança de horário, capacitando as pessoas, e também temos as designações temporárias. Por último, o aporte de R$25 milhões, como um reconhecimento que a gente tem sim do compromisso com a cidade”, pontuou Heloísa. O aporte é referente a três meses para compensar a queda de arrecadação.

Sérgio Alvarenga, diretor do Sindicato Metabase de Mariana, esclareceu sobre os boatos de que a empresa teria causado a paralisação das barragens, por falta de interesse na exploração em Mina Gerais. “Em uma conversa recente com a diretoria da Vale eles deixaram claro que essa não era a intenção. Mas uma coisa é certa: a produção do norte do país depende da produção de Minas, pois o minério que é produzido em Carajás tem uma característica que combinada com o daqui, agrega mais valor ao produto final, criando volume”.

Sobre as negociações com o sindicato, Valério Vieira dos Santos, vice-presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes, ressaltou que só foi possível depois de muita pressão, e pediu que “antes do final do prazo de um ano garantido pela empresa, que terminará em abril de 2020, é necessário que haja diálogo para renovar as garantias”.

Do complexo Mariana fazem parte as minas de Fazendão, Alegria, Timbopeba e Fábrica Nova. Destas, estão paralisadas as minas de Alegria e Timbopeba, totalizando queda de produção de minério em, aproximadamente, 23 milhões de toneladas por ano, segundo Heloísa.

Mais uma barragem parada

Após determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a Vale teve que suspender as atividades na barragem de Laranjeiras, da Mina de Brucutu, no início da noite de segunda (6). A barragem, que tem o beneficiamento de minério a seco, fica em Barão de Cocais. A mina é a maior do estado e representa 9% da produção nacional da mineradora. A suspensão das operações em Laranjeiras e em Brucutu já havia sido determinada em fevereiro, depois de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público.

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