17 DE JUNHO DE 2019

A caridade expressa em Dom Luciano Mendes


Carta aos Tempos
24 de agosto de 2018


*Geraldo Trindade

 

Numa longa tradição na Igreja Católica se celebram os santos no dia em que morreram, o que se chama de Dies Natalis, dia do nascimento para a vida eterna, pois a meta de todo cristão-católico é de direcionar sua vida para a salvação que se realiza plenamente em Jesus Cristo. Neste 27 de agosto celebram-se os 12 anos do Dies Natalis do Servo de Deus Dom Luciano Mendes de Almeida, 4º arcebispo de Mariana. A ele se aplica o termo subir aos céus, não nos esquemas normais, mas de outra maneira de ser, de estar e de amar; mas subir ao céu entrar em Deus, subir ao céu enquanto capacidade de entrar no coração do homem, de sua história e do mundo para dinamizar a partir da linguagem do amor de Cristo.

Este ano de 2018, de modo especial o Brasil e a Arquidiocese de Mariana, celebra com maior “espírito Luciano” o dia 27, pois foi concluído o processo de beatificação no nível diocesano, que foi remetido à Santa Sé. A diocese primaz das Minas Gerais começa a percorrer o caminho para ver nas honras dos altares o homem, o cristão, o sacerdote e o arcebispo que falava por seus gestos em favor dos pobres, dos direitos humanos; mas de exercício do maior grau de amor cristão, a caridade, pois é o “vínculo perfeito” (Cl 3, 14). Tamanho o seu amor por todos que se expressa pela lapidar frase que surgia dos seus lábios nas mais variadas ocasiões e encontros: “em que posso ajudar?” o levou a ser chamado o “pastor dos esquecidos”, “servo dos sofredores”, “dom para os amados de Deus, os pobres”. Seu ministério foi vivido nesta perspectiva: de um olhar apurado para as pessoas e as realidades que passam às escondidas, no silêncio e na penumbra.

Narra-se que em sua casa em São Paulo acima da porta de visitas havia um painel com os seguintes dizeres: “Senhor, assim como falas comigo através da tua criação, fala de Jesus aos outros através de mim!” E quanto o Senhor falou por meio do “instrumento Dom Luciano”! Foi capaz de ser para os outros porque antes se colocou sem reserva seu ser para Deus. O instrumento só é capaz de desempenhar bem sua missão quando está nas mãos de quem o utilize. Só a partir de Deus se pode amar e doar sem medida e gratuitamente e assim gerar vida e humanizar as realidade de dor e sofrimento.

Dom Luciano continua como sinal luminoso de ir aos empobrecidos movidos pelo Evangelho, de buscar o encontro com os irmãos, criar pontes de união e caminhos pacíficos de mudanças para assim também sermos instrumentos de Deus que conduz a perfeição por meio da esperança. Fala-nos o nosso bispo santo: “A esperança não se encontra feita. A esperança se constrói.” Isso é vida de fé cristã, carregada de esperança que move o coração para a prática da solidariedade, pois para o arcebispo marianense penetrar no sofrimento, comungar com o sofrimento, partilhar o sofrimento leva a uma comunhão existencial e de fé, que é operosa, tornando esse nosso mundo mais humano e fraterno.

*Bacharelado em filosofia pela FAM e teologia pelo ITSJ, padre na Arquidiocese de Mariana. Contato: pensarparalelo@gmail.com

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