28 DE MAIO DE 2020

Porque defender a UFOP e o IFMG Ouro Preto?


Ouro Preto
17 de maio de 2019


No dia de ontem (15/05), Ouro Preto presenciou uma manifestação de estudantes, professores e demais pessoas que defendem o ensino público, gratuito e de qualidade que são ofertados em tantas universidades e instituições federais.

Essa manifestação ocorreu em todos os Estados do País e no Distrito Federal, que em sua somatória foram mais de 1 milhão de pessoas à rua contra os cortes orçamentário de 30% anunciado pelo atual Governo Federal. Após essa atitude do atual presidente, Jair Bolsonaro, várias universidades do País soltaram comunicados de como a continuidade das instituições estavam ameaçadas, pois sem esses recursos não se mantém a estrutura mínima de uma universidade, como pesquisas, projetos de extensão (que são atividades que acontecem além dos muros da universidade, que é caso, por exemplo, da atividade exercida por estudantes no posto de saúde da Bauxita, que beneficia a população ouro-pretana como um todo), além disso nem mesmo teria recursos para pagar contas de energia, serviços de manutenção e muito menos as bolsas de assistência estudantil (políticas que ajudam a permanência do estudante na universidade, que não tem condições financeiras de se manter na cidade).

Portanto, esses cortes são uma ameaça a existência das universidades e prejudicam diretamente os municípios que dependem da circulação financeira dessas universidades. Segundo o Vereador Geraldo Mendes (PCdoB): “A UFOP comtempla aproximadamente 10 mil estudantes que vivem na cidade de Ouro Preto. Prejudicar a universidade hoje é nos prejudicar. Quantas pessoas trabalham nos comércios, no transporte, na própria UFOP e IFMG – Ouro Preto? No momento é incalculável o prejuízo que sofreríamos, mas sem dúvidas muitos comércios seriam fechados e pessoas desempregadas fazendo com que menos dinheiro circule no município”.

Fora os prejuízos financeiros na cidade, menos pessoas teriam oportunidade de cursar um ensino de qualidade como no IFMG- Ouro Preto (antigo CEFET), e UFOP, que por mais que os ouro-pretanos ainda sejam minoria na universidade da cidade, muitos tiveram a oportunidade de serem os primeiras da família a fazer uma graduação gratuita por essas instituições.

A Brasil vivência uma crise financeira nos últimos anos, mas para as pessoas que ocupam as ruas defender a educação é defender o Brasil, não é retirando recursos da educação que o Brasil vai voltar a funcionar normalmente, muito pelo contrário o País entrará em uma estagnação social e econômica. Frente a isso acontecerá outra manifestação em Ouro Preto no dia 30 de maio em defesa da educação.

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